Uma nova escalada militar no Oriente Médio deixou ao menos 11 mortos, segundo informações divulgadas neste sábado (24) pela emissora Al-Masirah, ligada aos houthis, grupo que controla a capital do Iêmen e recebe apoio do Irã. Os relatos apontam que ataques aéreos atribuídos à Arábia Saudita atingiram áreas residenciais de Sanaa.
De acordo com a emissora, um bombardeio contra uma casa na região oeste da capital matou pelo menos quatro pessoas e deixou outras feridas. Em outro ataque, contra um alojamento de trabalhadores de uma fábrica de cimento, morreram seis mulheres e uma criança. Os números ainda são preliminares e não receberam confirmação independente.
A ofensiva teria ocorrido em meio à intensificação dos confrontos entre os houthis e a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente.
Arábia Saudita anuncia interceptação de mísseis
Pouco antes dos relatos sobre as mortes em Sanaa, a coalizão liderada por Riad anunciou que suas defesas aéreas interceptaram e destruíram dois mísseis balísticos lançados pelos houthis em direção às cidades sauditas de Taif e Yanbu.
Diante da ameaça, a Defesa Civil saudita emitiu alertas para moradores de Taif, Yanbu, Meca e Jeddah. No entanto, poucos minutos depois, as autoridades informaram que o perigo havia passado.
Além disso, a coalizão relatou outras interceptações de ameaças aéreas nos últimos dias, enquanto os houthis reivindicaram ataques contra alvos estratégicos em território saudita.
Houthis reivindicaram ataques contra alvos estratégicos
Dois dias antes, o grupo afirmou ter atacado o Ministério da Defesa saudita, em Riad, instalações da petrolífera Saudi Aramco, em Yanbu, e o Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam.
As autoridades sauditas não confirmaram os ataques alegados contra o Ministério da Defesa e as instalações da Aramco. Em relação a Dammam, as autoridades relataram duas mortes, mas as informações disponíveis não estabelecem, de forma independente, todos os detalhes da ofensiva reivindicada pelos houthis.
Enquanto isso, a Aramco teria orientado funcionários a deixar sua sede em Dhahran, segundo relatos de pessoas com conhecimento do assunto divulgados na quinta-feira (22).
Retomada dos combates amplia risco de escalada regional
A nova onda de ataques rompeu a relativa calmaria proporcionada pela trégua mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2022. Naquele período, os confrontos entre a coalizão liderada pela Arábia Saudita e os houthis perderam intensidade, embora o conflito no Iêmen não tenha sido solucionado.
Desde então, a retomada das hostilidades elevou o risco de novos confrontos transfronteiriços. Os houthis controlam Sanaa e outras áreas do país, enquanto a coalizão saudita apoia o governo reconhecido internacionalmente.
Além disso, a escalada ocorre em um cenário regional mais amplo de confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A participação de grupos alinhados a Teerã aumenta a preocupação com a expansão da violência para outros territórios do Oriente Médio.
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Por enquanto, o número de vítimas dos ataques em Sanaa permanece sujeito a atualização. Também não há confirmação independente de todos os alvos atingidos ou dos danos relatados. A sequência de ataques e interceptações, porém, evidencia o agravamento das tensões entre os houthis e a Arábia Saudita.


