O que inicialmente parecia ser um caso de suicídio mudou completamente de rumo em Banzaê, no norte da Bahia. Um homem de 31 anos foi preso na quinta-feira (24), suspeito de envolvimento na morte de Luciene Silva de Souza, de 40 anos.
A mulher morreu no dia 30 de agosto de 2026, no município. Na ocasião, o caso foi registrado inicialmente na Delegacia Territorial de Cícero Dantas como uma suspeita de suicídio por enforcamento.
No entanto, as primeiras conclusões não encerraram o caso.
Relatos levantaram novas suspeitas
Durante as diligências, policiais ouviram familiares e moradores e encontraram informações sobre um relacionamento conturbado entre a vítima e o companheiro.
Esses relatos fizeram com que os investigadores passassem a considerar a possibilidade de que a morte não tivesse ocorrido da maneira inicialmente registrada.
A partir daí, a investigação avançou com a análise de laudos periciais e registros ilustrativos. Segundo a Polícia Civil, os elementos técnicos reunidos durante a apuração contribuíram para a mudança da tipificação do caso para feminicídio.
Com isso, um inquérito policial foi instaurado para esclarecer as circunstâncias da morte e apontar a eventual responsabilidade criminal.
Suspeito não compareceu para prestar esclarecimentos
O homem investigado foi intimado para prestar esclarecimentos às autoridades. Entretanto, segundo a Polícia Civil, ele não compareceu e também não apresentou justificativa para a ausência.
Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a Justiça expediu um mandado de prisão temporária contra o suspeito.
A ordem foi cumprida na quinta-feira (24), em Banzaê.
Após a prisão, o investigado foi encaminhado para uma unidade de custódia em Euclides da Cunha, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
A prisão é temporária e não representa condenação. As investigações continuam para esclarecer toda a dinâmica da morte de Luciene e reunir outros elementos que possam ajudar a Justiça na apuração do caso.
Investigação mobilizou Polícia Civil e PM
A ação que resultou na prisão contou com equipes da Delegacia Territorial de Banzaê, vinculada à 25ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (25ª Coorpin/Euclides da Cunha), do GATTI/Conselheiro e da Polícia Militar de Banzaê.
Leia mais
Agora, a investigação deve avançar na busca por novas provas que possam esclarecer definitivamente o que aconteceu no dia 30 de agosto.



