Quase dez anos depois de um latrocínio que chocou a zona rural de Monte Santo, no norte da Bahia, um dos condenados pelo crime foi localizado em Porto Seguro.
O homem, de 40 anos, foi preso nesta quinta-feira (17), durante uma ação da Operação Malhas da Lei.
Ele tinha um mandado de prisão em aberto por causa de uma condenação definitiva. A Justiça determinou que o condenado cumpra 27 anos e seis meses de prisão em regime fechado.
O crime aconteceu em 26 de novembro de 2016.
Na época, criminosos invadiram a casa de um idoso de 81 anos, na zona rural de Monte Santo. O objetivo, segundo as investigações, era roubar objetos de valor.
Durante a ação, a vítima foi agredida com pauladas. O idoso não resistiu aos ferimentos e morreu.
Criminosos levaram um baú — mas encontraram apenas roupas
Um detalhe chama atenção na história.
Durante o assalto, os criminosos levaram um baú que estava dentro da residência. Eles acreditavam que o objeto poderia esconder dinheiro ou outros bens valiosos.
Porém, a expectativa dos assaltantes terminou em frustração.
Dentro do baú havia apenas roupas e papéis.
Mesmo assim, a invasão terminou de forma trágica com a morte do idoso.
Condenado tentou esconder a identidade
Durante a abordagem em Porto Seguro, o homem preso afirmou aos policiais que não era a pessoa procurada.
No entanto, os agentes encontraram inconsistências na versão apresentada.
Diante da dúvida, foi solicitado um exame pericial de identificação criminal. O procedimento foi realizado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).
O resultado confirmou a verdadeira identidade do homem.
Além do cumprimento do mandado de prisão, ele também foi autuado em flagrante pelo crime de falsa identidade.
Preso deverá cumprir mais de 27 anos de prisão
Com a confirmação da identidade, o condenado foi encaminhado para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça.
A prisão foi realizada por meio de uma ação integrada entre as Delegacias Territoriais de Euclides da Cunha e Monte Santo, além de equipes de Porto Seguro e Eunápolis.
Também participaram da operação o DPT, a 10ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes de Porto Seguro e o Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação.
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Agora, quase uma década depois do crime, o condenado deverá cumprir a pena de 27 anos e seis meses em regime fechado.



