Uma cena de extrema violência chocou moradores de Eunápolis, no extremo sul da Bahia.
Um homem foi encontrado morto dentro de uma vala, na manhã desta sexta-feira (2), próximo à ponte que liga os bairros Pequi e Moisés Reis. A vítima estava com as mãos amarradas para trás e apresentava diversas perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.
Horas depois, a Polícia Civil conseguiu identificar o homem como Luan Rocha Leandro, de 44 anos, natural de Sarzedo, em Minas Gerais.
E os detalhes revelados durante a perícia tornaram o caso ainda mais sombrio.
Corpo foi encontrado a caminho do trabalho
O corpo foi localizado na região da Rua da Encosta por pessoas que passavam pelo local para trabalhar.
Moradores disseram ter ouvido vários disparos durante a noite anterior, o que pode ajudar os investigadores a estabelecer uma possível linha do tempo para o crime.
Luan estava sem camisa e vestia um short preto. Além dos ferimentos provocados por tiros, principalmente na região da cabeça, havia sinais de extrema violência.
Segundo informações da perícia divulgadas pela imprensa local, uma orelha e um dedo de cada mão haviam sido arrancados, além de uma fratura na perna esquerda.
As lesões levantaram a possibilidade de que a vítima tenha sido submetida a tortura antes de ser morta. Essa hipótese, porém, ainda deverá ser esclarecida pela investigação.
Cápsulas de dois calibres foram encontradas
No local do crime, os investigadores recolheram cápsulas de munição compatíveis com armas de calibres 9 mm e .40.
O material deverá passar por análise pericial e poderá ajudar a polícia a reconstruir a dinâmica do homicídio e identificar as armas utilizadas.
A investigação agora tenta descobrir quem matou Luan, por que ele foi levado até aquele local e se a vítima conhecia os autores.
Identificação veio pelas impressões digitais
A identificação de Luan foi possível por meio de um exame de necropapiloscopia, técnica que compara as impressões digitais do cadáver com registros existentes em bancos de dados.
A consulta também permitiu aos investigadores chegar a um endereço relacionado à vítima, no bairro Gusmão.
Foi a partir dessa informação que uma nova frente da investigação começou.
Polícia encontra drogas na casa
Equipes da Delegacia Territorial e da Delegacia de Furtos e Roubos foram até o imóvel vinculado aos dados de Luan.
No local, segundo as informações divulgadas, foram encontradas porções de maconha, uma balança, produtos químicos e materiais utilizados para embalar drogas.
Todo o material deverá ser submetido à perícia, assim como o imóvel.
A descoberta não significa, por si só, que Luan estivesse envolvido com o tráfico de drogas. A Polícia Civil deverá investigar a origem dos materiais e verificar se existe alguma relação entre o que foi encontrado na residência e o assassinato.
Um crime cercado de perguntas
Agora, os investigadores precisam juntar as peças de uma história que começou com um corpo abandonado em uma vala.
Os tiros ouvidos durante a noite.
As mãos amarradas.
Os sinais de possível tortura.
As cápsulas encontradas na cena.
E, depois, a descoberta de drogas e materiais para embalagem em um imóvel associado à vítima.
Tudo isso será analisado pela Polícia Civil para tentar descobrir o que aconteceu nas horas que antecederam a morte de Luan Rocha Leandro.
A autoria e a motivação do homicídio ainda não foram divulgadas.
Leia mais
As investigações continuam.



