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Brasil

DEMITIDO E REINTEGRADO NO MESMO DIA: Tarcísio tira Delegado Da Cunha da Polícia Civil, mas Justiça manda devolver o cargo

Deputado federal havia sido demitido “a bem do serviço público” após processo administrativo; horas depois, Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a decisão.

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Redação
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PorRedação
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Publicado: 03/09/26 às 21:00
Última atualização: 03/09/26 às 20:44
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Delegado Da Cunha
Carlos Alberto da CunhaRedes Sociais
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Uma decisão do governador Tarcísio de Freitas colocou o deputado federal Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado Da Cunha, fora da Polícia Civil de São Paulo nesta quinta-feira (3). Mas a demissão durou pouco.

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O que levou à demissão?Delegado virou fenômeno nas redes sociaisDa Cunha fala em perseguição políticaE agora?

A punição foi publicada no Diário Oficial do Estado e determinava a demissão a bem do serviço público após o governo paulista considerar procedentes acusações analisadas em um processo administrativo.

Só que, horas depois, a Justiça entrou em cena.

O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu uma liminar suspendendo os efeitos da demissão e determinou que Da Cunha permaneça nos quadros da Polícia Civil.

A decisão provisória foi tomada pelo desembargador Álvaro Torres Júnior, que apontou possíveis problemas no processo administrativo, principalmente relacionados ao direito de defesa.

O que levou à demissão?

O processo disciplinar tem relação com a atuação de Da Cunha como delegado e ganhou força a partir de um episódio ocorrido em 2020.

Segundo as investigações, uma operação policial de resgate de uma vítima de sequestro teria sido reencenada para a produção de imagens destinadas às redes sociais.

A acusação aponta que a vítima e um suspeito teriam sido levados novamente ao local do antigo cativeiro para que a ação fosse reproduzida diante das câmeras.

O episódio acabou sendo utilizado em conteúdo divulgado pelo então delegado na internet. A investigação interna considerou a conduta irregular.

O caso não foi o único problema enfrentado por Da Cunha dentro da corporação. Ele também já havia sido alvo de procedimentos relacionados ao uso da estrutura policial em gravações para redes sociais e chegou a ser afastado das ruas.

Delegado virou fenômeno nas redes sociais

Antes de entrar para a política, Da Cunha construiu uma enorme audiência na internet mostrando operações policiais e sua rotina como delegado.

A popularidade nas redes ajudou a impulsionar sua carreira política. Em 2022, ele foi eleito deputado federal, com cerca de 181,5 mil votos, e passou a exercer o mandato enquanto permanecia licenciado da Polícia Civil.

Agora, a disputa deixa de ser apenas administrativa e passa também para o campo judicial.

Da Cunha fala em perseguição política

Após a demissão, o parlamentar afirmou que a decisão teria sido motivada por “perseguição política” e contestou as acusações que embasaram o processo.

A defesa também questiona a legalidade do procedimento que resultou na punição.

E foi justamente a discussão sobre o processo que abriu caminho para a decisão judicial desta quinta-feira.

Segundo o entendimento apresentado na liminar, novos elementos teriam sido incorporados ao procedimento depois da fase de instrução, sem que Da Cunha tivesse oportunidade adequada para se manifestar.

E agora?

Por enquanto, a demissão determinada pelo governador está suspensa.

Isso significa que Da Cunha permanece nos quadros da Polícia Civil enquanto a Justiça analisa definitivamente a questão.

A decisão desta quinta-feira é liminar, portanto, não representa o julgamento final do caso. O processo ainda poderá ter novos capítulos.

E a história que começou com uma demissão publicada no Diário Oficial terminou o mesmo dia com uma decisão judicial colocando o policial novamente dentro da corporação.

Da Cunha foi demitido por Tarcísio. Horas depois, a Justiça mandou suspender a demissão. E agora a briga promete continuar nos tribunais.

MARCADO:Da CunhaDelegadoJustiçaSão Paulo
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