Uma denúncia envolvendo a atuação de mesários provocou polêmica durante a votação das Eleições 2026, na manhã deste domingo (4), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
O episódio aconteceu na Escola Maria Quitéria, no bairro Inocoop, onde funcionam as seções eleitorais 73 e 74.
Uma delegada da coligação “Unidos para Mudar a Bahia” afirmou que flagrou mesários entregando aos eleitores papéis com espaços em branco enquanto as pessoas aguardavam nas filas.
Denúncia foi registrada em vídeo
A representante da coligação gravou um vídeo no local e mostrou vários papéis que, segundo ela, teriam sido recolhidos durante a movimentação.
Na gravação, ela questiona a origem do material e afirma que os papéis não pertenciam ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Além disso, a delegada acusou os mesários de distribuírem o material por orientação partidária.
No entanto, até o momento não existe confirmação independente de que o Partido dos Trabalhadores ou qualquer outra legenda tenha determinado a distribuição dos papéis.
Por isso, a acusação ainda precisa passar pela apuração das autoridades eleitorais.
Caso chegou à Justiça Eleitoral
A denúncia ganhou um novo capítulo ainda durante a votação.
Uma representação foi encaminhada à Justiça Eleitoral com vídeo e informações sobre o episódio. O registro aparece relacionado a uma possível utilização de organização comercial para propaganda ou aliciamento de eleitores.
Além desse caso, outras duas representações criminais ou notícias de crime chegaram à 171ª Zona Eleitoral de Camaçari neste domingo. Os registros envolvem possíveis irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral e ao transporte de eleitores.
Agora, a Justiça Eleitoral deverá analisar as informações, verificar a origem dos papéis e identificar quem produziu ou determinou a distribuição do material.
Bahia registra outras ocorrências
A denúncia em Camaçari ocorre em um domingo marcado por diferentes ocorrências eleitorais na Bahia.
Até o meio-dia, o TRE-BA contabilizou cinco prisões por suspeita de boca de urna. Os casos ocorreram em Tremedal, Vitória da Conquista, Amargosa e Teixeira de Freitas, que registrou duas prisões.
Além disso, o Tribunal registrou 60 urnas eletrônicas substituídas em diferentes municípios baianos até as 12h. Duas dessas trocas aconteceram em Salvador.
A Bahia também registrou ocorrências relacionadas à propaganda eleitoral. Desde o início da campanha, milhares de denúncias chegaram à Justiça Eleitoral por meio do aplicativo Pardal. O estado aparece entre os que mais receberam denúncias no país.
Justiça terá que esclarecer denúncia
A Justiça Eleitoral orienta os eleitores a comunicarem possíveis irregularidades pelos canais oficiais.
O Pardal, disponibilizado pelo TSE, recebe denúncias relacionadas à propaganda eleitoral irregular, incluindo distribuição irregular de material gráfico. Já possíveis crimes eleitorais devem seguir os canais próprios do Ministério Público Eleitoral.
No caso de Camaçari, a denúncia contra os mesários ainda não representa uma conclusão sobre eventual crime ou irregularidade.
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Por fim, caberá às autoridades analisar as provas, ouvir os envolvidos e esclarecer quem entregou os papéis, qual era a finalidade do material e se houve alguma tentativa de influenciar o voto dos eleitores.



