A Polícia Civil da Bahia vai reforçar o monitoramento de possíveis crimes eleitorais durante o segundo turno das eleições de 2026. A estratégia inclui ações de inteligência, análise de informações e acompanhamento do ambiente digital para identificar conteúdos falsos, ameaças e outras condutas que possam comprometer a segurança do pleito.
O trabalho ficará sob a coordenação do Departamento de Inteligência Policial (DIP). Além disso, a corporação pretende ampliar o compartilhamento de informações entre as unidades policiais e os demais órgãos responsáveis pela segurança eleitoral.
Laboratório vai monitorar possíveis crimes na internet
No dia da votação, o Laboratório de Inteligência Cibernética (CIBERLAB) funcionará na sede do DIP, no Complexo Policial de Nazaré, em Salvador.
A equipe vai analisar possíveis ilícitos praticados na internet, especialmente a disseminação de desinformação, ameaças, incitação à violência e outras condutas com possível repercussão eleitoral.
Para isso, os profissionais utilizarão informações de fontes abertas e ferramentas de monitoramento digital. Ao mesmo tempo, o setor fará o mapeamento de áreas que exijam maior atenção das forças de segurança.
Painel reunirá dados dos 417 municípios
Outra ferramenta importante será o Painel de Monitoramento das Eleições 2026. O sistema reúne registros de ocorrências policiais relacionadas ao pleito nos 417 municípios da Bahia, além de dados da apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dessa forma, as informações poderão auxiliar no planejamento das operações e na identificação de situações que exijam uma resposta rápida. Segundo a Polícia Civil, o compartilhamento dos dados também contribuirá para integrar as equipes e orientar decisões estratégicas.
O delegado-geral adjunto de Operações, Jorge Figueiredo, destacou a importância da inteligência e dos recursos tecnológicos para organizar as ações de segurança durante o período eleitoral.
Delegacias funcionarão em regime de plantão
Além do monitoramento, delegacias territoriais e especializadas atuarão em regime de plantão para registrar e apurar ocorrências relacionadas às eleições, inclusive crimes virtuais.
As equipes também trabalharão em conjunto com setores de inteligência e outras forças de segurança. Assim, a corporação pretende agilizar o atendimento e a apuração de possíveis irregularidades.
Já as mulheres vítimas de violência poderão procurar as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams). Nos municípios sem uma unidade especializada, as delegacias territoriais farão o acolhimento, o registro da ocorrência e o encaminhamento necessário.
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Com essas medidas, a Polícia Civil busca ampliar a capacidade de prevenção e investigação de crimes durante o segundo turno das eleições na Bahia.


