Brenda Nicole Alves Brandão tinha apenas 21 anos e uma vida inteira pela frente. Estudante de Direito, estagiária e empreendedora, ela construía os próprios sonhos quando teve a trajetória interrompida de forma brutal durante um assalto em Salvador.
Na tarde deste domingo (6), familiares e amigos se reuniram para se despedir da jovem, vítima da violência na madrugada do mesmo dia, no bairro do Imbuí.

Brenda estava na garupa de uma motocicleta quando foi abordada na Avenida Jorge Amado. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, um criminoso anunciou o assalto e exigiu o celular.
Durante a ação, a jovem foi atingida por um disparo e morreu no local.
O caso é investigado pela Polícia Civil como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. A autoria e as circunstâncias do crime ainda estão sendo apuradas.
Quem era Brenda Nicole
Mais do que a jovem que teve a vida interrompida durante um crime, Brenda era conhecida por uma trajetória marcada por sonhos, estudos e trabalho.

Ela cursava Direito e atuava como estagiária na Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (APPMBA).
Brenda também tinha um projeto próprio. Ela era proprietária da loja virtual Azul Turquesa, voltada para o segmento de moda praia.
Entre a faculdade, o estágio e o empreendedorismo, a jovem construía, aos poucos, o futuro que desejava.
Filha de policiais militares
A ligação de Brenda com a segurança pública também fazia parte da história da família.
A mãe, a sargento Rose Tatiane, é lotada na Rondesp Atlântico. O pai, o sargento Brandão, está na reserva remunerada.
Por isso, a morte da jovem também provocou forte comoção entre integrantes da família policial militar.
Entretanto, para quem convivia com Brenda, ela não era definida apenas pela profissão dos pais, pelo curso que escolheu ou pelo trabalho que desenvolvia.
Era lembrada principalmente pela maneira como tratava as pessoas.
Doce, gentil, meiga e acolhedora são algumas das características destacadas por pessoas próximas.
Despedida marcada pela dor
A associação onde Brenda trabalhava também lamentou profundamente a morte da jovem e destacou a delicadeza e o sorriso que ela levava para o ambiente de trabalho.
Nas redes sociais, amigos e familiares publicaram homenagens e mensagens de despedida. Uma das manifestações mais emocionantes partiu da irmã, que descreveu Brenda como confidente e melhor amiga.
Para a família, fica agora uma ausência impossível de preencher. Brenda tinha apenas 21 anos. Tinha sonhos. Tinha planos. Tinha uma empresa para fazer crescer. Tinha uma formação profissional pela frente. Tinha uma família que esperava viver muitos outros momentos ao lado dela.
Mas uma abordagem criminosa transformou todos esses planos em lembranças.
Uma pergunta que fica
A morte de Brenda volta a expor uma realidade que assusta Salvador: a violência capaz de transformar um momento cotidiano em uma tragédia irreparável.
Uma jovem saiu de casa e não voltou. Um celular foi levado. E uma família perdeu uma filha.
Agora, a investigação busca esclarecer exatamente como o crime aconteceu e identificar o responsável pela morte de Brenda Nicole. Mas, para aqueles que se despediram dela neste domingo, existe algo que nenhuma investigação será capaz de recuperar: o futuro que Brenda ainda tinha para viver.
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Que ela não seja lembrada apenas como mais uma vítima de um latrocínio. Que seja lembrada como filha, irmã, amiga, estudante, estagiária e empreendedora. Como uma jovem de apenas 21 anos que tinha sonhos, era amada e deixou saudade.


