O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, recebeu uma manifestação pública de apoio do Fórum Nacional de Secretárias, Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana. Em nota divulgada nesta sexta-feira (30), a entidade declarou apoio ao gestor e destacou sua atuação profissional, integridade e compromisso com a administração pública.
O posicionamento ocorre em meio à polêmica envolvendo a operação dos ônibus da capital baiana durante o segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25).
Entidade destaca trajetória e atuação do secretário
O documento foi assinado pelo presidente do Fórum Nacional, Ogeny Pedro Maia Neto, e pelo secretário-executivo, Alexandre Rocha Resende.
Na manifestação, a entidade afirma reconhecer a conduta e a capacidade técnica de Pablo Souza. O texto também ressalta sua trajetória profissional e o compromisso com a gestão pública e a mobilidade urbana.
O Fórum ainda destacou a atuação do secretário à frente do Fórum Baiano de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana, que presidiu entre 22 de maio de 2025 e 16 de abril de 2026.
Segundo a nota, durante esse período, Pablo demonstrou liderança, dedicação e capacidade de articulação, além de contribuir para o fortalecimento institucional do setor.
Ao encerrar o comunicado, a entidade reafirmou confiança no secretário e declarou que ele conta com o respeito e o apoio do Fórum Nacional.
Polêmica envolve circulação de ônibus no segundo turno
A manifestação ocorre após os problemas registrados na circulação dos ônibus de Salvador no início da manhã do segundo turno das eleições.
Segundo a versão apresentada pela Prefeitura, a operação foi prejudicada por uma adesivação de coletivos com propaganda eleitoral, realizada por pessoas ligadas ao Sindicato dos Rodoviários. A situação teria interferido na saída de dezenas de veículos das garagens e provocado atrasos pontuais.
A gestão municipal negou que tenha determinado a retenção de ônibus nas garagens ou qualquer restrição ao deslocamento dos eleitores.
Prefeitura apresenta justificativa para operação
De acordo com a Prefeitura, o planejamento do transporte público utilizou os mesmos parâmetros e a mesma frota do primeiro turno, quando, segundo a administração, foram registradas poucas intercorrências.
A gestão também argumentou que o modelo de dimensionamento da frota considera a demanda prevista para o dia da votação e segue o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a autonomia dos municípios na organização do transporte público.
Ainda conforme a versão municipal, diante dos atrasos, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) adotou medidas para acelerar a disponibilização dos coletivos, inclusive autorizando a saída de veículos que ainda estavam adesivados.
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A polêmica colocou a atuação da Semob e do secretário Pablo Souza no centro do debate sobre a oferta de transporte público durante o segundo turno. Nesse cenário, a manifestação do Fórum Nacional acrescenta um posicionamento institucional de apoio ao gestor.


