Pelo menos 47 pessoas morreram e mais de 50 foram sequestradas no domingo (23), após um ataque em massa promovido por grupos armados na comunidade de Kenscoff, localizada nos arredores de Porto Príncipe. Entre as vítimas fatais confirmadas pelas Organização das Nações Unidas (ONU), estão cinco crianças.
O massacre é considerado um dos maiores episódios de violência urbana e sequestro coletivo registrados no país nos últimos anos. O prefeito local, Jean Massillon, confirmou que os criminosos incendiaram 25 casas e executaram dois funcionários do governo municipal, sendo um deles seu primo e integrante da equipe de segurança.
Posteriormente, um dos chefes da organização criminosa publicou vídeos ameaçando assassinar todos os reféns caso as forças de segurança públicas ou a missão internacional iniciem incursões táticas para retomar o controle do território.
Analistas de segurança internacional apontam que a tática colocou o governo haitiano em uma armadilha estratégica. Uma eventual intervenção policial ostensiva pode desencadear a execução das vítimas, enquanto a inércia estatal amplia a crise política e a sensação de impunidade.
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A ação violenta desmistificou os relatos recentes de recuo da criminalidade na região caribenha. Famílias inteiras continuam desabrigadas e aguardam posicionamento oficial sobre as negociações para a libertação dos sobreviventes.


