Uma decisão do Ministério da Justiça provocou reação política e repercussão entre o público cristão. A pasta alterou a classificação indicativa do programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, exibido nas manhãs de domingo pela Record, de livre para não recomendado para menores de 12 anos.
A mudança consta da Portaria nº 2.272, de 28 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União. O documento foi assinado por Eduardo de Araújo Nepomuceno, coordenador-geral de Políticas de Classificação Indicativa.
Ministério aponta quatro motivos para a mudança
Na justificativa, o Ministério da Justiça relacionou a classificação a quatro elementos identificados no conteúdo: atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito.
Com a nova faixa etária, a recomendação para exibição na televisão aberta passa a ser a partir das 20h. Entretanto, isso não significa que a atração esteja proibida de ir ao ar pela manhã.
A classificação indicativa funciona como orientação para pais e responsáveis sobre o conteúdo audiovisual. Além disso, as regras do Ministério da Justiça estabelecem que a recomendação de horário não representa uma proibição automática de transmissão fora da faixa indicada.
Deputado chama decisão de “descabida” e promete reação
A mudança provocou reação do deputado federal Marcio Marinho (Republicanos-BA). O parlamentar classificou a decisão como “descabida” e afirmou que a medida representa um ataque aos temas cristãos.
“Histórias que ensinam fé e valores às crianças merecem respeito, não perseguição”, declarou.
Marinho também informou que pretende apresentar um requerimento de informações ao Ministério da Justiça. Além disso, o deputado afirmou que cobrará a revisão da classificação indicativa.
Programa está no ar desde 2003
O Record Kids – Desenhos Bíblicos reúne animações inspiradas em histórias e personagens da Bíblia. A atração estreou em 2003 e atualmente ocupa a programação da Record aos domingos, das 9h às 10h30.
A produção é da própria Rede Record de Televisão e tem direção de Richard Rich.
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A decisão reacendeu o debate sobre os critérios utilizados pelo governo para classificar conteúdos audiovisuais e sobre o papel da classificação indicativa na programação infantil. No entanto, para além da reação política, o documento oficial apresenta os descritores de conteúdo que fundamentaram a mudança, sem apontar, na publicação consultada, episódios ou cenas específicas.





