A Justiça da Bahia analisa, nesta terça-feira (25), o pedido de habeas corpus em favor dos dez advogados presos durante a Operação Sintonia de Gravata. Os defensores cumprem prisão preventiva desde as ações deflagradas no mês de julho.
As investigações apontam uma articulação entre os profissionais da advocacia e lideranças de organizações criminosas. Câmeras de monitoramento, com autorização judicial, registraram atendimentos jurídicos no sistema prisional que extrapolavam a atuação profissional.
Além disso, os relatórios indicam que os advogados atuavam na transmissão de ordens e recados estratégicos entre detentos e integrantes de facções que operavam nas ruas. Posteriormente, o Ministério Público da Bahia (MPBA), a Polícia Civil, a SSP e a Seap deflagraram a operação que cumpriu 22 mandados de prisão.
Diante disso, os desembargadores avaliam a solicitação da defesa, após a Justiça ter negado um pedido anterior impetrado pela OAB-BA. A entidade questionou as condições de custódia e cobrou o respeito às prerrogativas da classe.
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Por fim, o resultado do julgamento definirá se os dez investigados responderão ao processo em liberdade ou se permanecerão custodiados. As investigações prosseguem sob sigilo e os envolvidos aguardam deliberação sem condenação definitiva.


