O Tribunal do Júri da Comarca de Rio Real, no nordeste da Bahia, condenou Célio dos Santos a 35 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo homicídio qualificado de Willames de Matos da Silva. O julgamento aconteceu na quinta-feira (3) e terminou após aproximadamente 14 horas de sessão.
Durante o júri, três testemunhas foram ouvidas. O réu acompanhou o julgamento por videoconferência, diretamente do Conjunto Penal Masculino de Salvador, onde já está custodiado por causa de outras execuções penais.
Crime aconteceu em 2018
O assassinato de Willames aconteceu em 8 de janeiro de 2018, no povoado Alambique, localizado na zona rural de Rio Real, município que faz divisa com Sergipe.
Segundo a denúncia apresentada à Justiça, Célio seria apontado como líder de um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas e teria determinado que comparsas capturassem e amarrassem a vítima.
Ainda conforme a acusação, Willames teria sido submetido a tortura física antes de ser morto com golpes de picareta na cabeça.
Réu negou participação
Durante o julgamento, Célio dos Santos negou envolvimento no assassinato.
Em seu depoimento, afirmou que não conhecia Willames e que não estava no local onde o crime aconteceu.
Apesar da negativa, os jurados analisaram as provas apresentadas durante as 14 horas de julgamento e reconheceram as qualificadoras apontadas pela acusação.
Jurados reconheceram três qualificadoras
O Conselho de Sentença considerou que o homicídio foi cometido por motivo torpe, mediante meio cruel e com recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
As circunstâncias reconhecidas pelos jurados tiveram impacto direto na pena aplicada.
Ao final, Célio dos Santos foi condenado a 35 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.
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A condenação representa o desfecho judicial do processo relacionado ao assassinato de Willames, ocorrido há mais de oito anos na zona rural de Rio Real.


