Um homem foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (9), em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, suspeito de ameaçar divulgar imagens íntimas da ex-companheira para obrigá-la a retomar o relacionamento.
Segundo a Polícia Civil, o investigado usava as ameaças como forma de pressionar a mulher. Além disso, ele teria voltado a procurá-la mesmo depois de ela registrar uma ocorrência policial e solicitar medidas protetivas.
O caso mobilizou a Polícia Militar e o Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (Neam). Agora, a investigação busca esclarecer as circunstâncias das ameaças e verificar se o suspeito armazenava imagens íntimas da vítima sem autorização.
Mulher já havia procurado a polícia
De acordo com a Polícia Civil, a vítima já havia denunciado a situação e solicitado proteção judicial. No entanto, antes de receber a comunicação formal sobre as medidas protetivas, o homem voltou a procurá-la.
Na ocasião, conforme o relato policial, ele repetiu as ameaças e se recusou a deixar o local. Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada e conduziu os dois ao Neam para os procedimentos necessários.
Na unidade especializada, a mulher afirmou que nunca autorizou a captura nem o armazenamento das imagens íntimas.
Celulares serão analisados pela perícia
Durante o atendimento policial, o investigado entregou voluntariamente os celulares que estavam com ele e autorizou o acesso aos aparelhos, segundo a Polícia Civil.
Em seguida, os dispositivos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT). A perícia deverá procurar possíveis registros íntimos e preservar as evidências digitais que possam contribuir com a investigação.
A análise também poderá ajudar a esclarecer se houve produção ou armazenamento de imagens sem o consentimento da vítima.
Suspeito pode responder por outros crimes
Segundo a Polícia Civil, o homem foi autuado em flagrante pelos crimes de perseguição e violência psicológica.
Além disso, caso a perícia encontre imagens produzidas sem o consentimento da mulher, o investigado poderá responder também por registro não autorizado da intimidade sexual, conforme a legislação aplicável.
O caso reforça a importância de denunciar ameaças, perseguições e outras formas de violência contra a mulher. Afinal, usar imagens íntimas para intimidar ou controlar uma pessoa pode provocar graves consequências emocionais e representar uma forma de violência.
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Por fim, a investigação continua para esclarecer todos os fatos e definir as possíveis responsabilidades criminais do suspeito.



