Um homem de 42 anos foi preso preventivamente na sexta-feira (16), em Itapetinga, no sudoeste da Bahia, suspeito de perseguir e ameaçar uma mulher, além de praticar injúria e difamação. Segundo as investigações, os crimes teriam ocorrido em razão da condição do sexo feminino da vítima.
A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado expedido pela Justiça. De acordo com a polícia, o caso começou em junho de 2026, quando o investigado passou a procurar a mulher por meio de contatos virtuais indesejados.
Suspeito criava novos perfis após bloqueios
Mesmo depois de ser bloqueado pela vítima, o homem teria criado novos perfis em redes sociais para retomar os contatos. Com o passar do tempo, segundo as investigações, a perseguição se tornou cada vez mais agressiva.
Além disso, o caso envolve suspeitas de ameaças, injúria e difamação. As circunstâncias relatadas pela vítima e os elementos reunidos durante a investigação embasaram as medidas judiciais contra o investigado.
Diante da situação, a polícia deu andamento às diligências para cumprir as determinações da Justiça e reunir materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Polícia apreende celular e dois simulacros de arma
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, os policiais encontraram um aparelho celular e dois simulacros de arma de fogo. O material poderá auxiliar no avanço das investigações, conforme a análise dos elementos recolhidos.
Ainda durante a ação, o homem tentou resistir à prisão. Por esse motivo, as equipes precisaram adotar medidas de contenção para efetivar o cumprimento da ordem judicial.
A operação ficou sob a responsabilidade do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (Neam) de Itapetinga, com apoio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Pedra Branca) e da 1ª Delegacia Territorial (DT) de Itapetinga.
Investigado fica à disposição da Justiça
Após a prisão, os policiais encaminharam o homem e os materiais apreendidos à unidade policial, onde ficaram à disposição do Poder Judiciário.
O caso reforça a importância de denunciar situações de perseguição e ameaças, inclusive quando ocorrem no ambiente virtual. Afinal, criar perfis sucessivos para insistir em contatos indesejados pode integrar um contexto de violência que exige atenção das autoridades.
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As investigações devem esclarecer as circunstâncias dos fatos e a eventual responsabilidade criminal do suspeito. Até uma decisão judicial definitiva, ele deve ser considerado investigado, respeitando-se a presunção de inocência.



