Joanito dos Santos Bastos voltou a ser preso em Salvador no dia 17 de março de 2026, durante uma abordagem realizada após policiais identificarem um veículo com sinais de adulteração na região de Itapuã.
De acordo com o procedimento policial, o automóvel circulava com uma placa diferente da original. A equipe também encontrou incompatibilidades entre placa, chassi e motor.
Durante a ocorrência, Joanito teria apresentado inicialmente a identificação de outra pessoa. Após uma troca de informações com o Batalhão Apolo, os policiais confirmaram a identidade dele.
Os documentos apontam que Joanito já possuía registros relacionados a crimes como associação criminosa, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Também havia mandados de prisão em seu nome.
A Polícia Civil lavrou o flagrante por adulteração de sinal identificador de veículo automotor e uso de documento falso.
Prisão preventiva foi mantida
Após a prisão, o caso chegou à Justiça. O Ministério Público defendeu a decretação da prisão preventiva, enquanto a defesa pediu liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares.
Na análise do caso, a Justiça considerou elementos relacionados ao histórico criminal atribuído a Joanito e apontou que medidas alternativas à prisão não seriam suficientes naquele momento.
Assim, a prisão preventiva passou a fazer parte do processo.
Mas a situação prisional de Joanito mudaria nos meses seguintes.
Transferência para a Casa do Albergado
Segundo os documentos analisados pelo Gomes News, Joanito foi transferido em 8 de julho de 2026 para a Casa do Albergado, por determinação relacionada a outro processo.
O ponto central está no fato de que, conforme consta nos autos, a prisão preventiva deste processo não foi baixada.
Pouco depois, surgiu outro registro que mudaria completamente o caso.
Sistema da SEAP passou a registrar Joanito como “EVADIDO”
Em 10 de julho de 2026, o sistema da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP) passou a registrar Joanito como “EVADIDO”.
O motivo indicado nos documentos foi o não comparecimento ao pernoite obrigatório.
Os autos também fazem referência a registros anteriores de evasão no sistema prisional. Em decisão da execução penal, por exemplo, consta que Joanito já havia sofrido regressão cautelar de regime em razão de evasão.
E então chegou o dia da audiência
A Justiça marcou uma audiência para 14 de setembro de 2026.
Joanito deveria ser apresentado ao juízo.
Mas isso não aconteceu.
E, segundo os documentos, a ausência não ocorreu simplesmente porque ele deixou de comparecer espontaneamente à audiência.
Ele não foi apresentado porque já estava na condição de evadido do sistema prisional.
Diante da situação, a magistrada determinou que a SEAP informasse ao juízo caso Joanito fosse recapturado.
Segundo apuração do Gomes News, a própria juíza ficou surpresa com a ausência de Joanito. Já que todos achavam que ele estava no sistema prisional.
Prisão preventiva ainda estava pendente
Um dos pontos mais relevantes encontrados pelo Gomes News está em um documento emitido em 15 de setembro de 2026.
O documento deixa registrado que a prisão provisória permanecia vigente e pendente de cumprimento.
Na prática, os documentos analisados indicam que a transferência de Joanito para a Casa do Albergado, determinada em razão de outro processo, não encerrou a prisão preventiva relacionada a este caso.
Ao mesmo tempo, o sistema prisional já registrava o homem como evadido desde julho.
Outros processos e condenações
Os autos também mostram que Joanito responde ou respondeu a diferentes processos criminais.
Um deles chamou atenção. O suspeito roubou um Coronel da PM na cidade de Lauro de Freitas. Há também uma execução penal que reúne condenações relacionadas a crimes como receptação, adulteração de sinal identificador de veículo e roubo. Em um dos documentos, consta pena restante de mais de 16 anos.
Também há registro de condenação definitiva por receptação e falsa identidade em outro processo.
É importante destacar que cada processo possui uma situação jurídica própria. Por isso, os registros de investigações, ações penais e condenações não devem ser tratados da mesma maneira.
O que aconteceu com Joanito?
A documentação analisada pelo Gomes News apresenta uma sequência que chama atenção:
17 de março: Joanito é preso em Salvador durante uma ocorrência envolvendo um veículo com sinais de adulteração.
8 de julho: ele é transferido para a Casa do Albergado por causa de outro processo.
10 de julho: o sistema da SEAP registra Joanito como “EVADIDO” após o não comparecimento ao pernoite obrigatório.
14 de setembro: ocorre uma audiência para a qual ele deveria ser apresentado, mas Joanito não comparece porque permanece na condição de evadido.
15 de setembro: documento encaminhado à Justiça registra que a prisão provisória continua vigente e pendente de cumprimento.
A sequência levanta uma questão central:
como uma prisão preventiva que permanecia vigente chegou a setembro sem ser cumprida, enquanto o sistema prisional já registrava o acusado como evadido?
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O Gomes News acompanha o caso e busca esclarecer os próximos passos determinados pela Justiça e pelas autoridades responsáveis pela custódia e localização de Joanito.



