Maria da Conceição Cerqueira Rodrigues, de 34 anos, foi executada a tiros na madrugada deste domingo (27), no distrito de Rancho Alegre, em Caravelas, no extremo sul da Bahia. O crime aconteceu por volta de 0h37, na Rua Moraes da Paz, e teria sido presenciado pelo filho da vítima, de apenas 12 anos.
Segundo informações registradas pelas autoridades, a Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima após moradores relatarem o barulho de aproximadamente cinco disparos. Logo depois, uma equipe foi até o endereço e encontrou Maria caída na calçada, já sem sinais vitais.
No entanto, a violência do ataque ganhou um contorno ainda mais dramático porque, segundo o relato prestado à polícia, os filhos da vítima estavam com ela no momento do crime.
Criança relata momento do ataque
De acordo com o depoimento do filho de 12 anos, ele estava na companhia da mãe e de dois irmãos, de 6 e 8 anos, quando a família foi surpreendida por um veículo de cor cinza ou esverdeada.
Ainda conforme o relato, aproximadamente cinco pessoas estavam dentro do carro. Em seguida, três homens desceram do veículo e começaram a atirar contra Maria.

Depois dos disparos, os suspeitos retornaram ao automóvel e fugiram em direção à saída do distrito.
A criança afirmou que não conhecia os autores. Mesmo assim, conseguiu repassar aos policiais algumas características dos homens.
Um deles seria alto e magro. Outro teria porte físico forte e pele escura. Já o terceiro foi descrito como um homem de pele clara.
Últimos momentos antes da execução
As informações levantadas até agora indicam que Maria estava com os filhos nas proximidades de um campo de futebol pouco antes do crime.
Depois, a família passou por um bar, onde a vítima teria comprado um refrigerante e um salgadinho.
Pouco tempo depois, segundo o relato da testemunha, o grupo teria chegado ao local onde Maria foi morta.
A sequência exata dos acontecimentos, porém, ainda precisa ser esclarecida pela investigação.
Polícia procura respostas
Até o momento, a motivação do homicídio permanece desconhecida. Também não havia, até a divulgação das informações, suspeitos identificados ou presos pelo crime.
Após a chegada da Polícia Militar, a área foi isolada para preservar possíveis vestígios. O corpo de Maria foi encaminhado para os procedimentos periciais.
Agora, a Polícia Civil deverá tentar descobrir quem ordenou e quem executou o ataque.
Além disso, os investigadores deverão analisar possíveis imagens de câmeras, ouvir testemunhas e buscar outras informações que possam ajudar a identificar o veículo usado na fuga.
Enquanto isso, uma família tenta entender como uma noite aparentemente comum terminou em tragédia.
Maria tinha 34 anos. Deixou filhos pequenos. E agora a investigação precisa responder à pergunta que permanece no ar em Rancho Alegre: quem matou Maria da Conceição e por quê?
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O caso será apurado pela Delegacia Territorial de Itamaraju, durante o plantão regional.



