Mais de mil pessoas acabaram presas em apenas 40 dias na Bahia. O resultado é da segunda etapa da Operação Malhas da Lei, realizada pela Polícia Civil entre agosto e setembro de 2026.
Ao todo, 1.165 mandados de prisão foram cumpridos em mais de 350 municípios.
A operação teve como alvo pessoas procuradas pela Justiça e alcançou investigados e condenados por crimes de diferentes naturezas. Entre eles estão homicídio, feminicídio, latrocínio, estupro, crimes sexuais contra crianças e adolescentes, tráfico de drogas, organização criminosa, roubo, extorsão e violência doméstica.
Do total de prisões, 813 foram preventivas, 164 temporárias e 140 decorrentes de condenações.

Homicidas, traficantes e autores de violência presos
Os números mostram a dimensão da operação.
Segundo a Polícia Civil, 274 pessoas relacionadas a homicídios, feminicídios e latrocínios foram localizadas.
Além disso, as equipes prenderam 294 pessoas procuradas por violência doméstica, estupro e crimes sexuais contra crianças e adolescentes.
Outras 423 prisões estavam relacionadas a crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, roubos, furtos, extorsão e receptação.
Prisões aconteceram em diferentes regiões
A força-tarefa também localizou criminosos que tentavam escapar da Justiça.
Na região Norte, por exemplo, um homem condenado por latrocínio cometido em Monte Santo, em 2005, acabou localizado e preso.
Já em Porto Seguro, no Sul da Bahia, a investigação sobre estupro de vulnerável e tortura levou os policiais até outro homem. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava uma identidade diferente, o que dificultava sua localização.
No Oeste, equipes cumpriram um mandado por homicídio qualificado contra um homem localizado em Lapão enquanto tentava deixar o município.
Na região Leste, os policiais prenderam o último suspeito procurado pela Justiça por envolvimento na morte de um adolescente de 13 anos, sequestrado dentro de casa em outubro de 2025.
Número de prisões quase dobrou

A segunda etapa também registrou um crescimento expressivo em relação ao primeiro ciclo da operação.
As prisões passaram de 616 para 1.165, um aumento de aproximadamente 89%.
As capturas relacionadas a homicídios passaram de 121 para 253. Já as prisões por estupro subiram de 51 para 122.
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Também houve aumento nas capturas de traficantes, que passaram de 140 para 285, e de pessoas procuradas pela Justiça em outros estados, que saltaram de 20 para 55.
A Operação Malhas da Lei continua em andamento na Bahia. A Polícia Civil mantém o trabalho de localização de pessoas que possuem mandados de prisão em aberto.



