O corpo do cantor Netinho será cremado, e o velório ficará restrito a familiares e amigos. A informação foi divulgada nesta terça-feira (13) pelo g1 Bahia, com base em informações da assessoria do artista.
Ícone do axé music, Netinho morreu aos 60 anos, em Salvador, após enfrentar um câncer do sistema linfático. A notícia encerra a trajetória de uma das vozes mais conhecidas da música baiana, responsável por sucessos que marcaram o Carnaval e conquistaram o público em todo o Brasil.
Quadro de saúde se agravou nos últimos meses

Segundo a assessoria, o cantor enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, um câncer que afeta o sistema linfático. Nos últimos meses, o quadro evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
Netinho recebeu o diagnóstico em março de 2025, após ser internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, com fortes dores nas pernas.
Desde então, o artista passou por tratamento médico e compartilhou parte da sua rotina com os fãs. No fim de setembro deste ano, ele voltou a ser internado após a doença reaparecer.
Na ocasião, sua equipe informou que ele se afastaria temporariamente das redes sociais para se dedicar ao tratamento.
Cantor dizia ter vivido uma vida feliz

Ainda de acordo com a assessoria, Netinho enfrentou os últimos meses com tranquilidade e costumava dizer que teve uma vida feliz.
A postura do artista durante o tratamento também marcou as manifestações de carinho de fãs e admiradores, que acompanharam sua trajetória e demonstraram apoio ao longo da luta contra o câncer.
Até o momento, a assessoria informou que o velório será reservado a familiares e amigos. O corpo será cremado, mas detalhes adicionais sobre a cerimônia não foram divulgados no relato publicado pelo g1.
“Milla” marcou gerações
Nascido em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, em 12 de julho de 1966, Netinho se mudou para Salvador ainda criança. Na capital baiana, iniciou sua aproximação com a música e começou a se apresentar profissionalmente.
Em 1988, ganhou projeção nacional como vocalista da Banda Beijo, impulsionado pelo sucesso de “Beijo na Boca”. Depois, em 1993, iniciou sua carreira solo e consolidou seu nome entre os grandes artistas do axé.
Entretanto, foi com “Milla”, lançada em 1996, que Netinho alcançou um dos pontos mais altos de sua carreira. A canção se transformou em um clássico do gênero e segue associada ao Carnaval brasileiro.
Além dela, músicas como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida é Festa” ajudaram a construir seu repertório de sucessos.
Legado permanece na música baiana
Ao longo da carreira, Netinho ajudou a levar o axé music para além da Bahia, com apresentações em diferentes países e participação em uma fase importante da expansão nacional e internacional do gênero.
Além de cantor, também atuou como empresário e investiu na estrutura de gravação musical, contribuindo para projetos de artistas brasileiros e internacionais.
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Sua morte deixa uma marca na história da música baiana. Para os fãs, ficam as canções que embalaram carnavais, festas e momentos de diferentes gerações.



