Uma grande operação policial realizada na Flórida, nos Estados Unidos, terminou com 281 pessoas presas e colocou funcionários de dois dos maiores complexos de entretenimento do mundo no centro das investigações. Entre os detidos, 13 trabalhavam na Disney World e quatro na Universal Studios.
Batizada de “Polk Around & Find Out II”, a ação durou sete dias e mobilizou diferentes órgãos de segurança. Segundo as autoridades, os investigadores registraram 488 novas acusações criminais, sendo 198 por crimes considerados graves e outras 290 por delitos de menor gravidade.
O xerife do condado de Polk, Grady Judd, classificou a operação como a maior investigação infiltrada já realizada pelo departamento.
Operação teve duas frentes de investigação
As equipes dividiram a ação em duas linhas principais. A primeira buscou identificar adultos que conversavam pela internet com supostos menores e viajavam para encontrá-los com intenção de praticar atividades sexuais ilegais.
Nessa frente, os policiais prenderam 32 pessoas. Segundo o balanço divulgado pelas autoridades, 31 suspeitos viajaram até o condado de Polk para encontros com menores que, na verdade, eram personagens fictícios representados por agentes infiltrados.
Já a segunda frente investigou crimes relacionados à prostituição e ao tráfico humano. Essa etapa resultou em outras 249 prisões, incluindo 117 pessoas suspeitas de comprar serviços sexuais e 122 investigadas por envolvimento com prostituição.
Além disso, equipes identificaram 11 possíveis vítimas de tráfico humano e ofereceram atendimento e assistência por meio de organizações especializadas.
Ex-funcionário que interpretou Mickey Mouse está entre os presos
Um dos casos que chamou a atenção envolve Colin Klaco, de 24 anos, apontado pelas autoridades como ex-intérprete do personagem Mickey Mouse na Disney.
Segundo o xerife, o suspeito conversou pela internet com um investigador que se apresentava como responsável por um menino de 13 anos. Depois das conversas, Klaco teria viajado para encontrar a suposta criança. Os policiais também relataram que encontraram duas mochilas com fraldas no veículo dele.
Outro funcionário da Disney também aparece entre os investigados. De acordo com as autoridades, ele teria viajado para encontrar um agente disfarçado de menino de 13 anos e estava com parte do uniforme da empresa no carro.
No total, sete dos 17 trabalhadores de parques temáticos presos aparecem entre os suspeitos da frente de investigação relacionada à exploração sexual de menores.
Disney demitiu funcionários, afirma xerife
Durante o anúncio da operação, Grady Judd afirmou que a Disney colaborou com as autoridades e demitiu os funcionários envolvidos nas prisões.
A situação dos quatro trabalhadores ligados à Universal, porém, não recebeu o mesmo detalhamento no balanço divulgado pelo xerife.
As investigações também alcançaram pessoas de diferentes regiões. Segundo as autoridades, os suspeitos vieram de várias cidades da Flórida, de outros 20 estados americanos e de 18 países.
A operação contou com a participação de órgãos estaduais, locais e federais. Agora, as autoridades devem avançar na análise das provas e nos procedimentos judiciais contra os detidos.
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As prisões representam acusações e não significam condenação. Portanto, cada suspeito ainda terá direito à defesa e ao julgamento.


