Uma operação da Polícia Civil da Bahia mira um grupo investigado por um suposto esquema de fraude bancária nos municípios de Canudos e Euclides da Cunha, no nordeste do estado.
Deflagrada nesta terça-feira (29), a Operação Falsa Proteção cumpriu mandados de busca e apreensão e adotou medidas judiciais que ultrapassam R$ 400 mil, considerando o bloqueio de valores e os veículos colocados sob restrição.
Segundo as investigações, os suspeitos teriam aberto contas bancárias e contratado cartões de crédito e empréstimos sem autorização dos clientes de uma instituição financeira.
Além disso, a polícia apura movimentações consideradas suspeitas entre as contas que teriam sido utilizadas nas fraudes e contas de terceiros.

Celulares, notebooks e dinheiro são apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais estiveram em imóveis ligados aos investigados.
Em uma residência localizada no centro de Euclides da Cunha, pertencente a um investigado de 37 anos, foram apreendidos três celulares, dois notebooks, R$ 35.450 em dinheiro e documentos que podem ajudar na investigação.
Duas armas de fogo também foram encontradas no imóvel. De acordo com a Polícia Civil, os armamentos estavam regularizados e devidamente documentados.
Já no bairro Califórnia, em Canudos, os agentes cumpriram outra ordem judicial em um imóvel ligado a uma investigada de 36 anos.
No local, foram apreendidos dois celulares, um notebook e documentos considerados de interesse para a apuração.

Justiça determina bloqueio de contas
Além das buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 138.700 nas contas dos quatro investigados.
A medida tem como objetivo preservar valores que possam estar relacionados às possíveis fraudes e garantir eventual ressarcimento, caso sejam confirmadas irregularidades e haja determinação judicial nesse sentido.
Também foi determinada a restrição judicial de três veículos.
Juntos, os automóveis possuem valor de mercado estimado em aproximadamente R$ 240 mil.
Somando o bloqueio financeiro e o valor aproximado dos veículos, as medidas judiciais alcançam mais de R$ 378 mil, além dos R$ 35.450 em dinheiro apreendidos durante as buscas.
Polícia tenta identificar toda a movimentação financeira
Agora, os materiais apreendidos serão analisados pelos investigadores.
A Polícia Civil pretende identificar como as contas teriam sido abertas, de que forma os empréstimos e cartões teriam sido contratados e qual seria a origem e o destino das movimentações financeiras consideradas suspeitas.
A investigação também deve esclarecer se outras pessoas participaram do esquema ou se mais vítimas podem ter sido prejudicadas.
Até o momento, os investigados são alvo de apuração e a responsabilidade individual de cada um deverá ser definida a partir das provas reunidas durante o procedimento.
Operação reuniu forças de segurança
A Operação Falsa Proteção foi realizada pela Polícia Civil, por meio das Delegacias Territoriais de Canudos e Euclides da Cunha e de equipes da 25ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (25ª Coorpin).
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A ação contou ainda com apoio do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Conselheiro) e da Polícia Militar da Bahia, por meio da 5ª Companhia do 5º BPM.
As investigações continuam para esclarecer a extensão das possíveis fraudes e identificar todos os envolvidos.



