Um despachante de 49 anos foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (5), no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A ação faz parte da segunda fase da Operação Giratina, que investiga um esquema de fraudes na transferência de veículos entre a Bahia e o Ceará.
Segundo a Polícia Civil, o investigado é suspeito de intermediar transferências fraudulentas de automóveis que estavam registrados na 25ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), em Simões Filho. As apurações apontam que os veículos eram transferidos para empresas de fachada no Ceará sem o conhecimento dos verdadeiros proprietários.
Celulares, computadores e munições são apreendidos
Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam três aparelhos celulares, dois notebooks, dois discos rígidos, documentos, placas de veículos, correntes de ouro e munições de calibre .38.
Todo o material será encaminhado para análise pericial. A expectativa é que os equipamentos e documentos ajudem a esclarecer a participação do investigado e a identificar possíveis outros envolvidos no esquema.
Investigação aponta uso de empresas fictícias
De acordo com as investigações, os veículos eram transferidos irregularmente para empresas fictícias e, posteriormente, utilizados como garantia em operações de crédito.
O caso começou depois que o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) identificou irregularidades em procedimentos realizados na 25ª Ciretran de Simões Filho.
A partir daí, os investigadores identificaram indícios de possível participação de servidores públicos, além do uso de documentos e vistorias fraudulentas para viabilizar as transferências.
Primeira fase teve três prisões preventivas
A primeira etapa da Operação Giratina foi deflagrada em 1º de setembro. Na ocasião, a Polícia Civil cumpriu dez mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva na Bahia e no Ceará.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (DECECAP), vinculada ao Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACO).
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As apurações continuam para esclarecer a extensão do esquema, identificar todos os envolvidos e reunir provas sobre as fraudes investigadas.


