Uma operação da Polícia Civil da Bahia mira, nesta sexta-feira (6), o comércio clandestino de medicamentos, anabolizantes e substâncias injetáveis em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Batizada de Dose Clandestina, a ação investiga possíveis crimes contra a saúde pública e as relações de consumo.
O foco está na comercialização de produtos sem autorização sanitária, incluindo anabolizantes, tirzepatida — princípio ativo de medicamentos conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras — e outras substâncias utilizadas em procedimentos estéticos ou para melhorar o desempenho esportivo.
Fiscalização encontrou grande estoque de produtos
As investigações começaram após uma fiscalização identificar um grande estoque de medicamentos e substâncias sujeitos ao controle sanitário em um estabelecimento comercial de Camaçari.
Na ocasião, os fiscais constataram que o local não tinha autorização para comercializar aqueles produtos. Por isso, as autoridades determinaram a interdição do estabelecimento.
Entretanto, mesmo após a medida, surgiram indícios de que a atividade comercial continuou por meio de outra empresa. Diante dessa suspeita, a Polícia Civil aprofundou as apurações e deflagrou a operação nesta sexta-feira.
Venda irregular pode representar riscos à saúde
A investigação busca esclarecer como os produtos chegavam ao estabelecimento, quem participava da comercialização e se outras empresas também estavam envolvidas no esquema.
Além disso, a operação pretende verificar possíveis irregularidades na venda de substâncias que exigem controle sanitário. A comercialização sem autorização e sem os cuidados exigidos pelas normas pode expor consumidores a riscos.
O uso de anabolizantes e medicamentos injetáveis sem acompanhamento profissional também exige atenção, especialmente quando envolve produtos de procedência desconhecida.
Decon coordena a operação
A Operação Dose Clandestina é conduzida pela Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).
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A ação conta ainda com apoio técnico da Vigilância Sanitária de Camaçari. As equipes trabalham para reunir elementos que esclareçam as suspeitas e identifiquem possíveis responsáveis pela comercialização irregular.


