A Polícia Federal apreendeu joias avaliadas em aproximadamente R$ 900 mil durante a nona fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na quinta-feira (29), no Rio de Janeiro. A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital fluminense.
Além das joias, os agentes recolheram cheques de alto valor, aparelhos celulares, computadores e documentos. Entre os nomes relacionados à operação estão o pastor Márcio Poncio e Bernardo Loyola, sobrinho do contraventor Adilsinho.
Investigação apura lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio
Segundo a Polícia Federal, a investigação busca esclarecer a atuação de um grupo suspeito de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. A apuração aponta que os envolvidos utilizariam pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores.
As buscas também alcançaram salas comerciais vinculadas a Márcio Poncio. Conforme as informações divulgadas sobre a investigação, esses espaços são apontados como possíveis estruturas operacionais e administrativas da organização.
Outro endereço alvo dos mandados foi um imóvel residencial vinculado a Bernardo Loyola. Ele é apontado na investigação como gerente e possível sucessor de Adilsinho, além de um dos principais operadores identificados pelos investigadores.
Ministro Alexandre de Moraes autorizou as buscas
As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A apreensão de joias, cheques e equipamentos eletrônicos deve contribuir para a análise documental e financeira da investigação. Os materiais poderão auxiliar os investigadores a identificar movimentações, possíveis beneficiários e a origem dos recursos.
Pastor apresenta versão sobre a operação
Em manifestação enviada à imprensa, a defesa de Márcio Poncio afirmou que não teve acesso à decisão judicial e, por isso, desconhece os fundamentos que motivaram a medida.
A defesa também declarou que o pastor não foi alvo direto da cautelar. “Não tivemos acesso à decisão, razão pela qual desconhecemos os fundamentos que ensejaram a medida, a qual, ressalte-se, não atingiu diretamente Marcio Poncio, porquanto ele não figurou como alvo da referida cautelar”, informou.
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Até o momento, não há informação de que a operação tenha resultado em prisão nesta fase. A investigação continua, e a responsabilidade de cada pessoa citada deverá ser apurada pelas autoridades competentes.


