Policiais militares deixaram a Rota, tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, para atuar na segurança privada de empresários da Transwolff. A empresa de transporte coletivo é investigada por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações constam em uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Segundo as investigações, o então integrante da Rota Alexandre Aleixo Romano Cezário utilizou o sistema Muralha Paulista para pesquisar a ficha dos sócios da empresa. Ao descobrir que os dirigentes acumulavam passagens por tráfico, o comando do batalhão exigiu o afastamento da atividade privada. O policial optou por pedir transferência e manter o serviço particular com a organização.
A denúncia detalha que a atuação dos PMs extrapolava a proteção dos executivos e a guarda das garagens. O sargento da reserva Nereu Aparecido Alves transportava valores em espécie entre os pátios da empresa e carros-fortes. Além disso, o militar realizava tarefas rotineiras da família dos empresários, como buscar a babá e transportar crianças na escola.
Durante o cumprimento de mandados de busca em fevereiro, a Corregedoria encontrou R$ 1,18 milhão em espécie na casa de Nereu. A quantia estava dividida em maços de notas de R$ 100 e R$ 200 sem comprovação de origem fiscal ou bancária.
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Por fim, a promotoria sustenta que a contratação dos agentes servia para criar uma blindagem reputacional e institucional para os executivos. O Ministério Público formalizou a denúncia contra os envolvidos pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.


