As eleições de 2026 levaram 18 policiais, militares e integrantes das Forças Armadas ao Congresso Nacional, segundo levantamento divulgado pelo g1. O grupo reúne 13 deputados federais, dois senadores e três suplentes de senador.
Apesar da presença significativa no Legislativo, o número representa uma redução em comparação com eleições anteriores. Em 2022, 20 candidatos desse segmento chegaram à Câmara ou ao Senado. Já em 2018, o grupo somava 21 representantes.
Além disso, outros 26 candidatos com atuação policial ou militar conquistaram vagas nas Assembleias Legislativas dos estados.
Quem foi eleito para a Câmara dos Deputados
Na Câmara, diferentes estados elegeram representantes ligados às forças de segurança.
No Espírito Santo, Coronel Ramalho (Republicanos) foi eleito. Em Mato Grosso, Coronel Fernanda (PL) também garantiu uma vaga.
Minas Gerais terá três representantes desse grupo: Caporezzo (PL), Sargento Mello-Casal (PL) e Subtenente Gonzaga (PL).
Já o Pará e o Paraná elegeram, respectivamente, Delegado Caveira (PL) e Delegado Matheus Laiola (União).
No Rio Grande do Norte, General Girão (PL) e Sargento Gonçalves (PL) conquistaram cadeiras.
Enquanto isso, Rondônia elegeu Coronel Chrisóstomo (PL) e Thiago Flores (União). São Paulo terá Coronel Telhada (PP), e Sergipe terá Capitão Samuel (União).
Senado também terá representantes do setor
No Senado, o grupo também conquistou espaço.
Roraima elegeu Nicoletti (PL) e ainda terá Subtenente Vélton (PL) como primeiro suplente. Já o Maranhão terá Sargento Barbosa (PP) como segundo suplente.
Mato Grosso do Sul elegeu Capitão Contar (PL), enquanto Tocantins terá Lusinete Bispo (PL) como segunda suplente.
Além disso, o levantamento considera apenas os candidatos que registraram ocupações policiais ou militares no cadastro eleitoral.
Por isso, nomes com trajetória nas forças de segurança podem ficar fora da lista caso tenham informado outra profissão no registro de candidatura. É o caso de Guilherme Derrite (PP), eleito senador por São Paulo, que declarou “deputado” como ocupação.
Policiais e militares também chegam aos estados
A presença do segmento também aparece nas eleições estaduais.
Em Rondônia, Delegado Camargo (Podemos), policial civil, foi eleito vice-governador.
Já nas Assembleias Legislativas, 26 candidatos com ocupações policiais ou militares foram eleitos.
Na Bahia, por exemplo, Soldado Prisco (PL), militar reformado, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa.
Além dele, outros estados elegeram policiais civis, policiais militares, integrantes das Forças Armadas e militares reformados.
Número caiu em relação a eleições anteriores
Apesar das novas cadeiras conquistadas, os números mostram uma redução gradual da representação desse segmento no Congresso.
Em 2018, o grupo tinha 21 representantes entre deputados federais, senadores e suplentes. Em 2022, o número chegou a 20.
Agora, em 2026, o levantamento aponta 18 eleitos para Câmara e Senado.
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Assim, os resultados mostram que policiais e militares continuam ocupando espaço relevante na política nacional, embora o número de representantes tenha diminuído em relação aos dois últimos ciclos eleitorais.
A nova composição começa a tomar forma após o encerramento das eleições de 2026 e deverá definir a atuação desses parlamentares a partir do início dos novos mandatos.



