Uma ocorrência trágica envolvendo as próprias forças de segurança terminou com um policial militar morto e outros cinco feridos na manhã deste domingo (11), na Gardênia Azul, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O subtenente Glaucio Marcelo Fonseca da Silva, integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), morreu após um tiroteio com outros policiais militares.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, agentes do Bope abordavam um carro quando equipes do 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM), de Jacarepaguá, chegaram ao local. Por causa da escuridão, os policiais teriam confundido os colegas com criminosos e efetuado disparos.
O episódio agora será investigado para esclarecer como ocorreu o confronto e por que os agentes não identificaram uns aos outros antes de atirar.
Tiroteio deixou cinco policiais feridos
Após os disparos, equipes socorreram Glaucio, mas ele não resistiu aos ferimentos. Além disso, outros cinco policiais militares ficaram feridos durante a ocorrência.
As equipes encaminharam os feridos ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. De acordo com informações divulgadas pela unidade, dois policiais receberam alta médica, enquanto outros dois passaram por cirurgia e apresentavam quadro de saúde estável. As informações iniciais também apontavam que quatro dos feridos pertenciam ao Bope e um ao 18º BPM.
Viaturas descaracterizadas podem ajudar a esclarecer o caso
Testemunhas relataram que policiais das duas unidades realizavam patrulhamento na região do Beco do Saci. Além disso, viaturas descaracterizadas participavam das atividades, circunstância que poderá ajudar a esclarecer a confusão.
No entanto, a dinâmica completa do tiroteio ainda depende da análise dos depoimentos e das demais provas reunidas pelos investigadores.
Por volta das 6h30, a ocorrência também provocou alterações no trânsito. Segundo o Centro de Operações Rio (COR), duas faixas da Avenida Ayrton Senna foram interditadas, na altura do Espaço Hall, no sentido Linha Amarela.
Policial morto era irmão de sargento que morreu em operação
Glaucio tinha 54 anos e acumulava quase 26 anos de serviço na Polícia Militar do Rio de Janeiro. Segundo a nota de pesar do Bope, ele completaria esse tempo de carreira em dezembro deste ano.
A morte também carrega uma história familiar marcada por outra perda. Glaucio era irmão do sargento Heber Carvalho, policial do Bope que morreu durante a megaoperação realizada no Complexo da Penha, em outubro de 2025.
O subtenente deixa três filhos: duas mulheres, de 30 e 19 anos, e um menino de 7 anos.
Em nota assinada pelo comandante do Bope, tenente-coronel Carlos Eduardo da Silveira Monteiro, a unidade lamentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares e amigos do policial.
Polícia Civil e Corregedoria investigam o confronto
A Delegacia de Homicídios da Capital e a Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM), apuram as circunstâncias da ocorrência.
Agora, os investigadores deverão esclarecer a sequência dos disparos, a atuação de cada equipe e as condições que levaram os policiais a confundir os colegas com possíveis criminosos.
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O caso levanta questionamentos sobre os procedimentos de identificação entre equipes durante operações e patrulhamentos, especialmente em locais com pouca iluminação e uso de viaturas descaracterizadas.



