Comprar um celular usado pode parecer uma boa oportunidade. Mas, quando a origem do aparelho não é comprovada, o barato pode sair caro.
Foi justamente para combater esse tipo de situação que a Polícia Civil da Bahia intensificou a fiscalização do comércio de celulares durante a Operação Mobile 360°.
Entre os dias 15 e 18 de setembro, cerca de 600 estabelecimentos foram fiscalizados em diferentes regiões da Bahia.
A ação passou por lojas que trabalham com venda, revenda, manutenção e assistência técnica de celulares e acessórios.
Durante as fiscalizações, aproximadamente 500 aparelhos com restrição por furto ou roubo foram recuperados.
Os celulares deverão ser devolvidos aos seus verdadeiros proprietários.
Mais de 2 mil aparelhos recuperados
E os números da operação chamam ainda mais atenção quando o período é ampliado.
Nos últimos 60 dias, a Mobile 360° já recuperou 2.099 celulares.
Desse total, 559 aparelhos já foram devolvidos aos donos.
Outros 1.540 estão aptos para restituição durante o chamado Dia D da operação. São 906 aparelhos na capital e 634 no interior.
A iniciativa faz parte da Operação Última Chamada/Mobile 360° e busca dificultar a circulação de celulares roubados ou furtados no mercado.
Fiscalização muda comportamento de comerciantes
Durante as abordagens, os policiais também verificaram a procedência dos aparelhos e a documentação relacionada às atividades comerciais.
Segundo a Polícia Civil, comerciantes relataram que passaram a adotar mais cuidado na compra e venda de celulares usados após a divulgação das ações.
A orientação é evitar aparelhos sem comprovação de origem ou sem documentação fiscal.
A operação reúne equipes dos departamentos especializados da Polícia Civil e das coordenadorias regionais do interior, com apoio de órgãos municipais ligados à fiscalização e à defesa do consumidor.
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O objetivo agora é ampliar a recuperação dos aparelhos e combater a receptação, fechando o caminho para quem tenta transformar celular roubado ou furtado em dinheiro.



