Uma organização criminosa suspeita de movimentar tráfico de drogas, armas e homicídios virou alvo de uma grande operação da Polícia Civil da Bahia nesta terça-feira (22).
Batizada de Operação Quatro Torres, a ação investiga quatro lideranças que, segundo as apurações, exerciam influência sobre diferentes áreas de Ilhéus, no sul da Bahia.
A investigação aponta que essas lideranças mantinham comunicação entre si para tomar decisões sobre os negócios do grupo. Entre elas estavam a venda de drogas, a compra de armas e ataques contra rivais.
Operação atravessa cinco estados
Mais de 200 policiais participam da operação.
Na Bahia, os mandados são cumpridos em Ilhéus, Itabuna, Feira de Santana, Serrinha, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Salvador, Simões Filho e Vitória da Conquista.
Além disso, a operação chegou a São Paulo, Alagoas, Sergipe e Rio de Janeiro.
Parte dos investigados já está presa e também recebeu novos mandados nesta terça-feira.
Dinheiro e suspeita contra policiais
As investigações também alcançaram dois policiais militares, suspeitos de integrar o esquema e receber vantagens indevidas para facilitar a atuação criminosa.
Um advogado também aparece entre os investigados. Segundo a Polícia Civil, ele teria atuado na interlocução entre integrantes da organização e na intermediação de pagamentos.
Mas talvez o número que mais chame atenção seja outro.
A Justiça determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens e valores de 31 pessoas físicas e 11 empresas, até o limite de R$ 300 milhões.
Agora, os investigadores tentam descobrir o tamanho real da estrutura financeira e o alcance dessa organização.
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A Operação Quatro Torres segue em andamento, e os investigados poderão responder pelos crimes apontados após a conclusão das apurações.



