Um homem de 22 anos, investigado por suspeita de aplicar golpes do falso consórcio, foi preso em flagrante nesta quarta-feira (21), no bairro do Caminho das Árvores, em Salvador. A prisão ocorreu após uma mulher denunciar um prejuízo de R$ 20 mil durante uma negociação para comprar a casa própria.
A ação foi realizada por equipes da 16ª Delegacia Territorial (DT/Pituba), que localizaram o suspeito em um escritório na região. Além disso, levantamentos policiais identificaram 17 registros de ocorrência envolvendo o investigado por suspeita de práticas semelhantes.
Vítima entregou R$ 20 mil para realizar o sonho da casa própria
Segundo o relato apresentado à polícia, a mulher procurou a unidade policial depois de perceber que havia sido vítima de uma possível fraude.
Ela contou que entregou R$ 20 mil no escritório após receber a promessa de conseguir uma carta de crédito para comprar um imóvel. A negociação previa, conforme o depoimento, a contemplação em um prazo de 30 a 60 dias.
No entanto, a promessa não se concretizou. A vítima afirmou que havia economizado o dinheiro durante anos para realizar o sonho de adquirir a casa própria.
Depois de efetuar o pagamento, ela descobriu que, na verdade, havia contratado um consórcio e serviços de consultoria financeira.
Polícia aponta outros registros envolvendo o investigado
Durante os levantamentos, os policiais identificaram 17 registros de ocorrência relacionados à suspeita da mesma modalidade de golpe envolvendo o homem.
O caso chama a atenção para os riscos de negociações que prometem crédito rápido ou contemplação garantida para a compra de imóveis. Por isso, antes de entregar qualquer quantia, o consumidor deve verificar as condições contratuais, a empresa responsável e a natureza do serviço oferecido.
No sistema de consórcios, a contemplação ocorre conforme as regras do grupo, por sorteio ou lance. Portanto, uma promessa de contemplação em prazo determinado merece atenção e verificação cuidadosa.
Suspeito permanece à disposição da Justiça
Após a localização, os policiais conduziram o homem à 16ª Delegacia Territorial, onde ele permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.
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A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da negociação e apurar os demais registros relacionados ao suspeito. Até que haja uma decisão judicial definitiva, ele deve ser tratado como investigado, e não como culpado.


