Um assassinato cometido há mais de 20 anos terminou em condenação na Bahia. O vereador José Adenilton Santos Alves, conhecido como Denilton do Porco, foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão pela morte de Romildo Souza de Oliveira, ocorrida em janeiro de 2006, no município de Itapé, no sul do estado.
O julgamento aconteceu nesta terça-feira (29), pelo Tribunal do Júri. Após a sentença, o vereador, de 51 anos, foi encaminhado ao Conjunto Penal de Itabuna, onde deverá cumprir inicialmente a pena em regime fechado.
Vereador admitiu os disparos, mas alegou legítima defesa
Durante o julgamento, José Adenilton confessou ter efetuado os disparos que mataram Romildo. No entanto, apresentou uma versão diferente da sustentada pela acusação e afirmou que agiu em legítima defesa.
Segundo informações divulgadas durante o julgamento, o vereador alegou que já havia sido ameaçado pela vítima e que interpretou um movimento feito por Romildo no momento do crime como uma tentativa de intimidação.
A acusação, por outro lado, sustentou que o homicídio teria sido motivado por ciúmes.
De acordo com a investigação, Denilton teria descoberto que Romildo havia mantido um relacionamento com sua companheira.
Crime aconteceu em 2006 e julgamento veio duas décadas depois
O assassinato aconteceu no dia 15 de janeiro de 2006. Romildo estava a cavalo quando foi atingido pelos disparos.
A vítima era casada e deixou duas filhas. Uma delas tinha apenas três anos quando o pai foi morto.
O processo se arrastou durante anos. Denilton respondeu à ação em liberdade por aproximadamente duas décadas.
Em 2021, a Justiça decidiu que havia elementos suficientes para que o caso fosse levado ao Tribunal do Júri, considerando presentes indícios de autoria e provas da materialidade do crime.
Agora, com a condenação, o vereador passa a cumprir a pena em regime fechado.
Defesa pretende recorrer da condenação
Apesar da decisão do Tribunal do Júri, o caso ainda pode ter novos capítulos. A defesa de José Adenilton informou que pretende recorrer da sentença.
Com isso, a condenação poderá ser novamente analisada pelas instâncias superiores, conforme os recursos cabíveis.
Leia mais
O caso, que começou com um homicídio ocorrido em 2006, chega a uma nova etapa quase 21 anos depois: o autor confesso dos disparos foi condenado pela Justiça e passou a cumprir pena após o julgamento.



