Uma negociação que parecia comum terminou em investigação policial depois que um iPhone vendido por R$ 3,2 mil foi pago com cédulas falsas no interior da Bahia.
O aparelho foi recuperado na sexta-feira (2), em Araci, durante uma ação da Polícia Civil. Dois adolescentes, de 14 e 17 anos, foram apreendidos como suspeitos de envolvimento na ocorrência.
Além do celular, os investigadores encontraram aproximadamente R$ 1,8 mil em notas falsas escondidos dentro de um aparelho de ar-condicionado.
Vítima descobriu fraude após receber o pagamento
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou depois que o proprietário do celular procurou a delegacia e relatou que havia vendido o iPhone por R$ 3,2 mil.
O pagamento foi feito em dinheiro. Somente depois da negociação, a vítima descobriu que as cédulas recebidas eram falsas.
A partir das informações fornecidas durante o registro da ocorrência, os policiais iniciaram as diligências para identificar os responsáveis e localizar o aparelho.
Suspeitos foram encontrados em Serrinha
As investigações levaram os policiais até uma residência em Serrinha, onde os dois adolescentes foram localizados.
Durante as buscas, a equipe encontrou o iPhone que havia sido comprado com o dinheiro falso.
O que chamou a atenção dos investigadores foi o local escolhido para esconder parte das cédulas: o interior de um aparelho de ar-condicionado.

Ao todo, foram apreendidos cerca de R$ 1,8 mil em notas falsas, além do celular.
Motocicleta e equipamentos também foram apreendidos
Uma motocicleta que, segundo a investigação, teria sido utilizada pelos adolescentes no dia da negociação também foi apreendida.
Os policiais ainda recolheram computadores e aparelhos celulares, que deverão passar por perícia.
A análise dos equipamentos poderá ajudar a polícia a descobrir se os adolescentes tiveram participação em outras negociações envolvendo dinheiro falsificado.
Adolescentes respondem por ato infracional
Os dois adolescentes foram encaminhados para a Delegacia de Serrinha, onde foram adotadas as medidas previstas para o caso.
Por serem menores de idade, eles respondem por ato infracional análogo ao crime de moeda falsa, e não pelo crime na condição de adultos.
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O iPhone recuperado deverá ser devolvido ao proprietário.
A Polícia Civil continua investigando a origem das cédulas e a possível participação dos adolescentes em outras ocorrências semelhantes.



