Uma ocorrência policial desta quarta-feira, dia 9 de setembro, chama atenção não apenas pelo poder de fogo apreendido, mas também pelo local onde o arsenal foi encontrado.
Dois fuzis foram apreendidos pela Polícia Militar na região dos Barris, no Centro de Salvador, e um homem foi preso em flagrante.
O detalhe que impressiona: segundo as informações levantadas sobre a ocorrência, o imóvel utilizado como depósito fica a aproximadamente 50 metros do prédio da Polícia Civil localizado na região da Praça da Piedade, onde funciona a estrutura da instituição.
É justamente essa proximidade que levanta uma pergunta inevitável: como dois fuzis e aproximadamente 150 munições estavam armazenados praticamente ao lado de uma das principais estruturas da segurança pública da Bahia?
A apreensão aconteceu durante uma ação de equipes do CPRC-BTS, que intensificavam o policiamento nas proximidades da Praça da Piedade.
Os policiais receberam informações sobre uma movimentação considerada suspeita em uma edificação que estaria sendo utilizada como depósito. Durante a averiguação, os agentes encontraram um verdadeiro arsenal.
Foram apreendidos um fuzil AK-47, calibre 7,62x39mm, e um Taurus T4, calibre 5,56x45mm. Além das armas, os policiais localizaram seis carregadores, três deles do tipo caracol, cerca de 150 munições, uma luneta de precisão e um aparelho celular.
Um homem que se identificou como ambulante foi preso em flagrante e levado, juntamente com todo o material, para a Central de Flagrantes. A polícia suspeita que o homem possa ter sido utilizado por criminosos para armazenar e transportar armamentos, mas essa hipótese ainda precisa ser investigada e comprovada.
E é justamente aí que o caso ganha uma dimensão ainda maior. Não estamos falando de uma arma encontrada em uma região isolada ou de difícil acesso. Estamos falando de dois fuzis de alto poder de fogo escondidos no Centro de Salvador, a poucos metros de um dos prédios mais importantes da Polícia Civil na capital baiana.
Isso significa que houve uma falha na segurança?
Ainda não é possível afirmar.
Mas o episódio certamente levanta questionamentos sobre inteligência, monitoramento e circulação de armamentos em uma área extremamente sensível da cidade.
Quem colocou essas armas ali? Há quanto tempo elas estavam escondidas? Para onde seriam levadas? E quem seria o verdadeiro destinatário desse arsenal?
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Agora, essas respostas estão nas mãos da investigação. Porque, nesta quarta-feira, a Polícia Militar retirou dois fuzis das ruas. Mas o caso deixa uma pergunta que não pode ser ignorada:
quantas outras armas podem estar escondidas no coração de Salvador sem que ninguém saiba?


