Uma fiscalização na BR-116 revelou o transporte irregular de uma ave silvestre na Bahia. Na tarde de sexta-feira (16), agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgataram uma arara-canindé que viajava dentro de um ônibus, no município de Jequié, no sudoeste do estado.
A equipe encontrou o animal durante uma abordagem realizada por volta das 17h, no quilômetro 116 da rodovia. Além disso, os policiais descobriram que o passageiro responsável pela ave não possuía os documentos ambientais obrigatórios para comprovar sua origem legal.
Segundo a PRF, o homem afirmou ter comprado a arara por R$ 7 mil em um suposto criadouro de Belo Horizonte, em Minas Gerais. No entanto, ele não apresentou nota fiscal nem certificado de origem emitido por estabelecimento autorizado.
PRF ouviu barulho da ave durante fiscalização
A ocorrência aconteceu durante a Operação Conatus IX. Na ocasião, integrantes do Grupo de Patrulhamento Tático fiscalizavam passageiros e bagagens quando ouviram o som característico de uma ave dentro do ônibus.
Diante disso, os agentes verificaram o veículo e localizaram uma gaiola com uma arara-canindé, espécie conhecida pela plumagem azul e amarela.
Em seguida, os policiais questionaram o passageiro sobre a procedência do animal. Embora ele tenha relatado a compra em Minas Gerais, não apresentou documentos que comprovassem a origem legal da ave.
Transporte irregular pode configurar crime ambiental
Segundo a PRF, transportar uma espécie da fauna silvestre sem a autorização exigida pode configurar crime ambiental, conforme o artigo 29 da Lei nº 9.605/1998.
Por isso, os policiais lavraram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para registrar o caso e encaminhar as providências legais.
A ausência de documentação, por si só, não esclarece todas as circunstâncias da aquisição. Entretanto, as autoridades podem apurar a procedência do animal e verificar se houve outras irregularidades.
Arara foi encaminhada ao Inema
Após o resgate, a equipe encaminhou a arara-canindé ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), em Jequié.
O órgão ambiental ficará responsável pelos cuidados necessários e pela destinação adequada do animal.
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Além disso, o caso reforça a importância da fiscalização do transporte de animais silvestres. A comercialização e o deslocamento dessas espécies exigem o cumprimento das regras ambientais, justamente para combater o tráfico de animais e proteger a fauna brasileira.
A ocorrência segue para as providências das autoridades competentes.



