Um capitão da Polícia Militar da Bahia acumula 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão após quatro condenações por crimes relacionados à corrupção e ao desvio de recursos públicos.
O oficial, identificado como Fabrício Carlos Santiago dos Santos, responde por episódios que envolvem o uso da estrutura policial para atender interesses particulares.
Segundo o Ministério Público da Bahia (MPBA), as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul) revelaram diferentes situações em que o capitão teria recebido vantagens indevidas.
Um dos pontos que mais chamam a atenção é o registro de 74 transferências bancárias, que totalizaram R$ 102.013,72, em um dos episódios investigados.
Condenação mais recente envolve segurança de barraca de praia
No dia 8 de outubro, a Justiça Militar condenou Fabrício Santiago a 18 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva majorada e peculato.
De acordo com a acusação, quando comandava a 4ª Companhia da PM em Santa Cruz Cabrália, no extremo sul da Bahia, o oficial teria recebido vantagens indevidas para direcionar policiais e viaturas à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha.
Além disso, a investigação apontou que ele teria antecipado informações sobre fiscalizações. As 74 transferências bancárias identificadas durante a apuração somaram mais de R$ 102 mil.
Capitão já havia recebido outras três condenações
A condenação de outubro se soma a outras três sentenças proferidas pela Justiça Militar.
Em junho de 2026, o capitão recebeu uma pena superior a 21 anos de prisão por corrupção passiva e peculato.
Nesse processo, a acusação apontou o recebimento de vantagens indevidas em troca do envio de policiais e viaturas para fazer a segurança de uma propriedade privada na região de Campo Verde.
Já em setembro de 2025, a Justiça o condenou a cinco anos, um mês e 27 dias de reclusão por corrupção passiva.
A primeira sentença saiu em maio de 2025, com pena de seis anos, dois meses e oito dias de prisão. Segundo a decisão, o oficial teria usado a influência do cargo para intervir na liberação irregular de uma motocicleta apreendida e cobrar uma vantagem pela atuação.
Oficial está preso preventivamente desde 2025
Fabrício Santiago está preso preventivamente desde janeiro de 2025. Com as quatro condenações, as penas chegam a 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão, conforme o Ministério Público da Bahia.
Os processos tratam de episódios distintos, mas apresentam um ponto em comum: a suspeita de utilização da função pública e da estrutura policial para obter benefícios particulares.
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O caso ganhou repercussão pela gravidade das acusações e pelo tempo total de prisão imposto nas quatro sentenças. As decisões também destacam a atuação dos órgãos de investigação no combate à corrupção dentro das instituições públicas.



