Um homem condenado pelo assassinato de uma ex-namorada voltou a ser preso, desta vez suspeito de matar a própria esposa a facadas no interior de São Paulo. Hiago Moreira Schnornberger, de 32 anos, é investigado pela morte de Elizângela Aparecida Matheus, de 51, ocorrida na quarta-feira (21), em São José do Rio Preto.
O caso ganhou repercussão pelo histórico criminal do suspeito e pelos relatos sobre a violência do ataque. Além disso, a filha adolescente da vítima presenciou parte da ocorrência e apresentou à polícia uma versão diferente daquela relatada pelo investigado.
Mulher foi morta dentro de casa
O crime aconteceu no bairro Parque da Cidadania. Segundo a investigação, Elizângela sofreu pelo menos três golpes de faca, que atingiram regiões do coração e do pulmão esquerdo. Equipes de socorro tentaram reanimá-la, mas ela não resistiu.
De acordo com o depoimento da filha de 15 anos, a jovem encontrou o padrasto atacando a mãe e tentou interromper as agressões.
A investigação aponta que o casal mantinha um relacionamento havia cerca de seis meses e oficializou o casamento aproximadamente um mês e meio antes do crime. Conforme informações divulgadas pela polícia, a relação era conturbada, e a mulher teria manifestado o desejo de se separar.
Suspeito alegou legítima defesa
Após o ataque, Hiago fugiu, mas se apresentou à Polícia Civil na quinta-feira (22), em Mirassol, município vizinho. Contra ele, a Justiça já havia expedido um mandado de prisão preventiva, que foi cumprido após sua apresentação.
Em depoimento, o investigado alegou que a companheira o atacou com uma faca e que os ferimentos ocorreram durante uma luta corporal. No entanto, a delegada responsável pelo caso afirmou que essa versão apresenta contradições em relação aos elementos reunidos pela investigação, especialmente ao relato da filha da vítima.
A Polícia Civil apura o caso como feminicídio. A versão apresentada pelo suspeito ainda precisa ser confrontada com os depoimentos e as provas periciais.
Ele já havia sido condenado por outro assassinato
O histórico criminal de Hiago também está no centro do caso. Em 2016, ele matou a ex-namorada Fernanda Aparecida da Silva, de 18 anos, em Pitangueiras, no interior paulista.
Segundo informações do processo, a jovem foi morta a facadas após um encontro com o então namorado. Em 2018, Hiago recebeu uma condenação de 24 anos de prisão. Posteriormente, a pena foi reduzida para 14 anos após recurso.
Em janeiro de 2026, ele obteve liberdade condicional, depois de cumprir parte da pena. Cerca de nove meses depois, voltou a ser preso, agora sob suspeita de outro feminicídio.
Leia mais
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte de Elizângela. O caso levanta questionamentos sobre a violência contra mulheres e a prevenção de novos crimes, mas a responsabilidade penal pelo episódio atual deverá ser definida no curso da investigação e do processo judicial.


