Uma mulher marroquina que não fala português conseguiu pedir ajuda à polícia usando um gesto internacional de socorro em uma ocorrência de violência doméstica na Vila Maria, zona norte de São Paulo. O resgate aconteceu na sexta-feira (23), depois que policiais militares perceberam o sinal feito pela vítima ao chegarem à residência.
O caso chamou a atenção pela forma como a mulher conseguiu comunicar que precisava de ajuda, mesmo diante da barreira do idioma.
Mulher usou gesto internacional para pedir ajuda
Ao perceber a aproximação dos policiais, a vítima abriu uma janela e fez o sinal internacional de socorro. O gesto consiste em dobrar o polegar sobre a palma da mão e fechar os outros quatro dedos por cima dele.
Diante do pedido silencioso, os agentes entraram na residência para prestar assistência. Em outro cômodo, a mulher repetiu o movimento, registrado pelas câmeras corporais dos policiais.
Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o suspeito apresentou comportamento alterado e violento durante a abordagem. Por isso, os agentes utilizaram algemas e mantiveram o homem afastado da vítima.
Filha do suspeito e funcionária da ONU acionaram a polícia
A ocorrência começou após a filha de 13 anos do suspeito ligar para o telefone 190 e pedir ajuda. Além disso, uma funcionária da Organização das Nações Unidas (ONU), que atua no apoio a refugiados, também acionou as autoridades após receber um pedido de socorro da mulher.
Como a vítima não falava português, os policiais recorreram a uma ferramenta de tradução on-line e contaram com o apoio da funcionária para compreender a situação.
Durante a comunicação, a mulher relatou que o homem havia retirado todos os seus documentos. Ela também manifestou o desejo de reunir seus pertences e os do filho.
Vítima e bebê foram encaminhados para acolhimento
Após o atendimento, a mulher e o filho recém-nascido foram encaminhados a um serviço de acolhimento. Além disso, foram solicitadas medidas protetivas de urgência à Justiça para garantir a segurança da vítima.
O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), responsável pela investigação. O homem foi ouvido pelas autoridades, mas não foi autuado em flagrante.
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A investigação continua para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e apurar as possíveis responsabilidades. Até o momento, não há informação sobre uma decisão judicial relacionada às medidas protetivas solicitadas.


