A Polícia Civil de São Paulo investiga uma série de mortes de bebês e crianças de até três anos que teriam contraído infecções hospitalares após procedimentos realizados no Hospital Salvalus, localizado no bairro da Mooca, na Zona Leste da capital paulista.
Os casos levantam suspeitas sobre as circunstâncias das mortes, mas ainda não há conclusão oficial sobre as causas ou eventual responsabilidade da unidade.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), pelo menos seis casos estão sob investigação no 8º Distrito Policial, responsável pela região. As crianças teriam desenvolvido infecções e morrido em decorrência de sepse, condição grave que pode provocar disfunção de órgãos, além de outras complicações clínicas.
Representante cita pelo menos 19 casos
A assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que representa três mães, afirma que há pelo menos 19 famílias que perderam seus filhos após cirurgias realizadas no hospital nos últimos seis meses.
De acordo com ela, familiares registraram boletins de ocorrência em diferentes localidades, incluindo Praia Grande, Itaquaquecetuba e delegacias da capital paulista, como a unidade da Vila Maria.
Os casos teriam ocorrido desde o início deste ano e chegaram às autoridades policiais nesta quarta-feira (21). A investigação busca esclarecer se existe alguma relação entre as ocorrências e quais circunstâncias contribuíram para cada morte.
Polícia analisa prontuários e ouve profissionais
Em nota, a Polícia Civil informou que realiza diligências para esclarecer os fatos. Entre as medidas adotadas estão depoimentos de profissionais de saúde e testemunhas, além da análise integral dos prontuários médicos das crianças.
A apuração deverá ajudar a determinar as causas das mortes e verificar se houve alguma irregularidade nos atendimentos. Até o momento, porém, não há conclusão divulgada sobre a existência de falhas médicas ou de um vínculo entre todos os casos.
Hospital se manifesta
O Hospital Salvalus, que pertence à rede Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica, afirmou que ainda não recebeu notificação formal sobre os procedimentos mencionados.
A instituição declarou que permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários, respeitando o sigilo médico e a privacidade dos pacientes.
O hospital também afirmou tratar os relatos com máxima seriedade e ressaltou que situações clínicas diferentes não podem ser atribuídas a uma mesma causa sem comprovação técnica.
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As investigações continuam, e as autoridades ainda precisam esclarecer as circunstâncias de cada morte e verificar se há relação entre os episódios registrados.


