Uma mulher de 32 anos, procurada internacionalmente pela Interpol após ser condenada pela morte de um fotógrafo, foi presa na quinta-feira (22), em Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul. Paula Caroline Ferreira estava em um hotel com o companheiro, Letier Ademir Silva Lopes, que também acabou preso.
Segundo a Brigada Militar, os dois estavam prestes a deixar o estabelecimento quando os policiais realizaram a abordagem. A circunstância levantou a suspeita de que o casal poderia estar se preparando para sair da região e, eventualmente, deixar o estado.
Após a prisão, ambos foram encaminhados para os procedimentos legais e permaneceram à disposição da Justiça.
Mulher foi condenada por assassinato de fotógrafo
Paula entrou na lista vermelha de procurados da Interpol após ser condenada, em março de 2026, pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, ocorrido em julho de 2015.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a vítima mantinha contato frequente com Paula, que também tinha um relacionamento amoroso com Juliano Biron da Silva.
Gustavo foi torturado e morto a tiros na Praia de Paquetá, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A Justiça condenou Paula a 26 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado. A condenação envolve homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Outro condenado recebeu pena de 18 anos
Juliano Biron da Silva foi condenado em 2020 como autor dos disparos que mataram o fotógrafo. A Justiça fixou a pena em 18 anos de prisão, em regime fechado.
Segundo as investigações, Juliano tinha ligação com uma das principais facções criminosas do Rio Grande do Sul. Ele ficou foragido entre 2024 e 2025 e acabou preso naquele ano em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em uma ação que envolveu autoridades bolivianas e brasileiras.
Na época da condenação de Paula, o delegado Marco Antônio Guns, responsável pela investigação, apontou a participação central dela no crime.
Companheiro também era procurado pela Justiça
Letier Ademir Silva Lopes, companheiro de Paula, também foi preso durante a operação. Conforme a Polícia Civil, ele integra uma das principais facções criminosas gaúchas e era procurado após condenação criminal.
As autoridades não divulgaram, nas informações disponíveis, detalhes adicionais sobre a situação processual dele ou sobre eventual participação no assassinato do fotógrafo.
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A defesa dos envolvidos não havia sido localizada até a publicação das informações que embasam esta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.


