Os primeiros resultados do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 no exterior mostram uma disputa dividida entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na manhã deste domingo (25), dados compilados a partir dos boletins de urna indicavam vantagem de Flávio no Japão e nas Filipinas, enquanto Lula aparecia à frente na Nova Zelândia, na Austrália, na China e na Coreia do Sul.
Os números ainda são parciais e refletem os países onde a votação já terminou e os boletins estavam disponíveis. Portanto, eles não representam o resultado definitivo da eleição brasileira.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 918.876 brasileiros estão aptos a votar no exterior, distribuídos por 186 localidades em 134 países. Como os fusos horários variam, a votação fora do Brasil começou antes da abertura das urnas em território nacional.
Flávio Bolsonaro tem vantagem no Japão e nas Filipinas
Entre os primeiros resultados divulgados, o Japão aparece como um dos países com maior vantagem para Flávio Bolsonaro. De acordo com os boletins consultados pela imprensa, o candidato do PL recebeu 28.538 votos, enquanto Lula somou 7.098.

Nas Filipinas, Flávio também aparece à frente, com 39 votos, contra 27 do presidente. Já em Taiwan, os dados parciais apontavam 130 votos para o senador e 94 para Lula.
Em Hong Kong, a disputa se mostrou mais apertada: Flávio recebeu 133 votos, enquanto o petista obteve 127.
Os resultados, porém, precisam ser analisados de acordo com o número de eleitores de cada localidade. Afinal, uma vantagem percentual expressiva em uma comunidade pequena não representa necessariamente um impacto significativo no total de votos registrados no exterior.
Lula vence na Nova Zelândia, na Austrália e na China
Lula, por sua vez, registrou vantagem em países onde a votação já havia terminado. Na Nova Zelândia, o presidente recebeu 418 votos, contra 101 de Flávio Bolsonaro, segundo os boletins das seções eleitorais de Wellington.

Na Austrália, os primeiros dados compilados também indicaram vantagem para o petista, que recebeu 6.017 votos, enquanto Flávio somou 3.465. Na China, Lula apareceu com 375 votos, contra 134 do adversário.
O presidente também ficou à frente na Coreia do Sul, com 148 votos, enquanto Flávio recebeu 82. Em Singapura, Lula somou 213 votos, contra 121 do candidato do PL.
Esses números mostram que o eleitorado brasileiro no exterior não apresenta um comportamento uniforme. Enquanto Flávio conquistou vantagens importantes em alguns países asiáticos, Lula teve resultados expressivos na Oceania e em parte da Ásia.
Como os resultados são divulgados antes da apuração no Brasil?
Os números publicados ao longo da manhã têm como base os boletins de urna (BUs) emitidos pelas urnas eletrônicas ao final da votação em cada seção eleitoral.
O documento registra a quantidade de votos recebidos por cada candidato, além dos votos brancos e nulos. Assim, quando uma seção encerra a votação e o boletim fica disponível, é possível conhecer o resultado daquela urna antes da totalização nacional.
Entretanto, a divulgação desses resultados locais não significa que o TSE já tenha concluído a apuração oficial. A totalização dos votos do exterior integra o processo nacional, cuja divulgação está prevista para começar após o encerramento da votação no Brasil.
Por isso, os resultados apresentados até o momento devem ser tratados como parciais. Além disso, os números podem mudar à medida que mais boletins de urna forem publicados e incorporados às compilações.
Votação no exterior começou antes da brasileira
A diferença de fuso horário explica por que alguns resultados aparecem antes da abertura das seções eleitorais no Brasil. Na Nova Zelândia, por exemplo, a votação começou ainda no sábado (24), pelo horário de Brasília.
Em geral, os brasileiros residentes no exterior votam das 8h às 17h, conforme o horário local. Dessa forma, a votação termina em momentos diferentes, dependendo do país.
Enquanto as urnas fecham em localidades da Ásia e da Oceania, brasileiros na Europa e nas Américas continuam votando. As últimas seções no exterior encerram o processo ao longo deste domingo.
Resultados parciais não definem o vencedor
Embora os primeiros boletins permitam conhecer o desempenho dos candidatos em determinados países, eles não antecipam, por si só, o resultado nacional.
O peso de cada localidade depende do número de eleitores que compareceram às urnas e dos votos efetivamente registrados. Além disso, ainda faltam os resultados de países com comunidades brasileiras numerosas, incluindo localidades onde a votação termina mais tarde por causa do fuso horário.
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Portanto, a disputa permanece em andamento. A definição do vencedor dependerá da totalização oficial de todos os votos válidos no Brasil e no exterior, divulgada pela Justiça Eleitoral.


