Uma viagem de aproximadamente 800 quilômetros terminou em indignação para um eleitor baiano que pretendia exercer o direito ao voto no segundo turno das eleições, no domingo (25). Antônio de Jesus Santos Júnior, de 30 anos, descobriu que seu título eleitoral havia sido cancelado por motivo de falecimento, embora esteja vivo e afirme nunca ter estado no estado de São Paulo.
Natural de Valença, no baixo sul da Bahia, Antônio mora atualmente em Barra, no oeste do estado. Ele viajou até a cidade natal para votar no Colégio Gentil Paraíso Martins, no bairro da Graça. No entanto, ao chegar à seção eleitoral, recebeu a informação de que não poderia participar da votação porque seu título estava cancelado.
Eleitor afirma que nunca esteve em São Paulo
A situação causou surpresa ao eleitor, que contestou o registro associado ao seu nome. Segundo Antônio, o cancelamento teria sido motivado por um documento de óbito originado em São Paulo, estado onde afirma nunca ter pisado.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele demonstrou indignação com o ocorrido e questionou como poderia ter sido considerado morto pela Justiça Eleitoral.
Antônio também relatou que havia consultado anteriormente sua situação no sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e que, naquela ocasião, os dados indicavam regularidade.
Além disso, ele afirmou que apresentou documentos recentemente para realizar um procedimento e não enfrentou problemas relacionados ao Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
TRE-BA confirma cancelamento por falecimento
Procurado pelo eleitor, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia informou que consultou o sistema e identificou o cancelamento do título em 4 de outubro de 2026, por motivo de falecimento.
De acordo com o órgão, a anotação foi gerada a partir de um documento proveniente de Caraguatatuba, município localizado no litoral de São Paulo.
Até o momento, porém, não foram esclarecidas as circunstâncias que levaram à associação do registro de óbito ao cadastro eleitoral de Antônio.
Eleitor pretende registrar ocorrência e recorrer à Justiça
Diante do problema, Antônio informou que pretende registrar um boletim de ocorrência e acionar a Justiça para buscar esclarecimentos e tentar corrigir a situação.
O caso levanta questionamentos sobre a origem do registro utilizado para cancelar o título e os procedimentos necessários para corrigir possíveis erros cadastrais.

Além do transtorno provocado pela viagem, o eleitor relata ter sido impedido de participar de uma votação para a qual havia se deslocado por centenas de quilômetros.
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A apuração deverá esclarecer como o documento de óbito foi vinculado ao cadastro eleitoral, se houve erro de identificação e quais medidas poderão ser adotadas para regularizar a situação.


