O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) negou o pedido de habeas corpus impetrado em favor dos dez advogados presos durante as investigações sobre o crime organizado no estado. A decisão monocrática, proferida nesta terça-feira (25), mantém a custódia cautelar de todos os investigados.
Os profissionais da advocacia cumprem prisão preventiva no âmbito da Operação Sintonia de Gravata. A apuração do Ministério Público da Bahia (MPBA) e da Polícia Civil revelou gravações autorizadas pela Justiça que registraram atendimentos no sistema prisional. Além disso, as imagens e áudios comprovaram a transmissão de orientações estratégicas entre lideranças custodiadas e criminosos em liberdade.
Posteriormente, as defesas recorreram da medida com o objetivo de revogar as prisões ou substituí-las por cautelares alternativas. Contudo, o desembargador relator rejeitou os argumentos e fundamentou a manutenção da prisão preventiva na garantia da ordem pública e na gravidade das condutas imputadas.
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Diante disso, o grupo prossegue custodiado e à disposição da Justiça enquanto as fases instrutórias do processo avançam. Por fim, as forças de segurança e os órgãos de fiscalização continuam a apurar o desdobramento do esquema e eventuais ramificações da rede de contatos no sistema penitenciário.


