Um assassinato cometido há mais de 14 anos finalmente teve uma resposta na Justiça. Um homem foi condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato de um jovem ocorrido em fevereiro de 2012, em Maragogipe, no Recôncavo da Bahia.
O julgamento aconteceu na última segunda-feira (29), durante uma sessão do projeto TJBA Mais Júri. No entanto, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) divulgou a sentença apenas neste domingo (4).
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), o crime teria sido motivado por uma razão considerada fútil.
Acusado teria ordenado execução durante encontro na rua
Conforme a denúncia, o acusado pilotava uma motocicleta quando encontrou um grupo de rapazes. Na ocasião, segundo o Ministério Público, ele teria determinado que a vítima fosse executada.
Logo depois, cinco disparos foram realizados.
Um dos tiros atingiu o jovem, que morreu em consequência dos ferimentos.
O Ministério Público sustentou durante o processo que o crime ocorreu por motivo fútil. Após a análise das provas e o julgamento pelo Tribunal do Júri, os jurados reconheceram a responsabilidade criminal do réu.
Por isso, a Justiça fixou a pena em 25 anos de prisão.
Juiz destaca que vítima morreu ainda jovem
Na sentença, o juiz Lucas de Andrade Cerqueira Monteiro, da Vara Criminal de Maragogipe, destacou a idade da vítima e o impacto provocado pela morte precoce.
Segundo o magistrado, o jovem teve a vida interrompida antes de poder desfrutar plenamente de sua existência.
A decisão encerra uma longa espera por uma resposta judicial para um crime ocorrido em 2012. Além disso, o julgamento reforça a atuação do Tribunal do Júri nos casos de crimes dolosos contra a vida.
Projeto amplia julgamentos de crimes contra a vida
O julgamento ocorreu dentro da terceira edição do TJBA Mais Júri, iniciativa criada pelo Tribunal de Justiça da Bahia para ampliar a realização de sessões do Tribunal do Júri em todo o estado.
O projeto foi instituído pelo Decreto Judiciário nº 353/2026.
A proposta busca acelerar a tramitação e o julgamento de processos relacionados a crimes dolosos contra a vida, especialmente aqueles que aguardam há anos uma definição pelo Tribunal do Júri.
Dessa forma, a iniciativa pretende reduzir o tempo de espera das famílias e dar andamento a processos que permanecem pendentes na Justiça.
Crime aconteceu em 2012 e só chegou ao julgamento anos depois
O assassinato aconteceu em fevereiro de 2012, em Maragogipe. Desde então, o processo percorreu as etapas da investigação e da Justiça até chegar ao julgamento realizado recentemente.
Agora, com a condenação a 25 anos de prisão, o caso entra em uma nova fase, relacionada ao cumprimento da pena determinada pela Justiça.
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A sentença representa, portanto, o desfecho judicial de um crime que interrompeu prematuramente a vida de um jovem e permaneceu por mais de uma década até chegar ao Tribunal do Júri.



