Um júri no Condado de Clark, em Las Vegas, considerou Duane “Keffe D” Davis culpado pelo assassinato do artista de hip-hop Tupac Shakur. A decisão, tomada de forma unânime por 12 jurados nesta segunda-feira (31) após quase três horas de deliberação, encerra um dos casos não solucionados mais emblemáticos da música mundial.

Davis, de 63 anos, respondia pela acusação de homicídio em primeiro grau com o uso de arma letal e declarava-se inocente. O réu, que pode ser sentenciado à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional, comunicou ao juiz que pretende recorrer da condenação.
As investigações apontaram que Davis organizou o ataque contra Shakur em retaliação a uma briga ocorrida em um cassino em 7 de setembro de 1996, na qual seu sobrinho foi agredido pelo rapper e por seus acompanhantes. Conforme a lei do estado de Nevada, o acusado responde por homicídio por ter articulado a ação e fornecido o armamento utilizado no crime.
A acusação sustentou o processo em gravações, entrevistas concessionadas pelo réu e trechos de seu livro autobiográfico, nos quais detalhava a logística da emboscada em um Cadillac branco. Os outros três ocupantes do veículo envolvidos na ação já faleceram.
Leia mais
Por fim, a condenação põe fim a um hiato de três décadas sobre o assassinato de Tupac Shakur, mortes e rivalidades que marcaram o auge do rap entre as Costas Leste e Oeste dos Estados Unidos.


