Uma votação de mais de 23 mil eleitores colocou o nome de Binho Galinha novamente no centro da disputa política da Bahia. Mesmo preso preventivamente e com o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral, o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), recebeu 23.469 votos na eleição deste domingo (4).
O resultado chama atenção porque o parlamentar enfrentou uma situação jurídica excepcional durante toda a campanha. Ainda assim, seu nome permaneceu nas urnas enquanto a defesa recorria da decisão que barrou sua candidatura.

Mais de 23 mil votos, mas resultado ainda não está definido
Apesar da votação expressiva, os votos de Binho Galinha aparecem no sistema eleitoral como “anulados sub judice”.
Na prática, isso significa que a Justiça Eleitoral ainda precisa definir o destino definitivo desses votos. Portanto, a votação registrada não garante, neste momento, uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia.
Caso a defesa consiga reverter o indeferimento, os votos poderão ser validados. Por outro lado, se a decisão se tornar definitiva, a Justiça manterá a anulação e aplicará as regras eleitorais para a composição das cadeiras.
Essa situação também pode provocar reflexos na distribuição das vagas da Assembleia Legislativa, dependendo do resultado final do processo.
TRE-BA barrou candidatura por unanimidade
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) indeferiu, por unanimidade, o registro de Binho Galinha em setembro.
O tribunal acolheu uma ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral. Segundo o MP Eleitoral, elementos reunidos em quatro ações penais apontariam uma suposta posição de liderança do parlamentar em uma organização criminosa estruturada e permanente.
A defesa, entretanto, contesta as acusações e recorre da decisão. Por isso, o processo continuou em discussão judicial durante o período eleitoral.
Deputado está preso desde 2025
Além da batalha jurídica pela candidatura, Binho Galinha enfrenta um processo criminal.
O deputado está preso preventivamente desde outubro de 2025, em um desdobramento da Operação El Patrón, investigação que apura suspeitas envolvendo uma organização criminosa e crimes como lavagem de dinheiro, agiotagem e exploração do jogo do bicho.
Além disso, em julho deste ano, o parlamentar recebeu uma condenação superior a 36 anos de prisão por crimes relacionados ao Estatuto do Desarmamento, segundo informações divulgadas pelo Ministério Público Federal e pela imprensa baiana.
Mesmo diante desse cenário, porém, Binho Galinha conseguiu manter uma parcela significativa de apoio eleitoral.
O que acontece agora?
O resultado das urnas não encerra a situação de Binho Galinha.
Agora, a Justiça Eleitoral precisa definir o recurso apresentado pela defesa. Enquanto isso, os 23.469 votos permanecem sob análise.
Portanto, além de representar uma votação expressiva, o resultado pode ganhar importância na própria composição da Assembleia Legislativa da Bahia.
A pergunta que fica é direta: esses mais de 23 mil votos serão validados ou permanecerão anulados?
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A resposta depende do julgamento definitivo da Justiça Eleitoral. Até lá, o caso de Binho Galinha continua como um dos episódios mais controversos das Eleições 2026 na Bahia.



