O primeiro turno das Eleições 2026 terminou com 907 ocorrências de crimes eleitorais em todo o Brasil. Além disso, as forças de segurança apreenderam R$ 626.338 durante a operação realizada neste domingo (4).
Os números foram apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base nos dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o balanço, a boca de urna liderou as ocorrências, com 311 registros.
Logo depois, apareceram os casos relacionados à propaganda eleitoral irregular, que somaram 272 ocorrências.
Boca de urna lidera registros
A diferença entre os dois principais tipos de ocorrência chama atenção. Enquanto a boca de urna chegou a 311 registros, a propaganda irregular alcançou 272 casos.
Além disso, as forças de segurança atuaram em todo o país para impedir outras práticas que poderiam comprometer a liberdade de escolha dos eleitores.
Para isso, 321.040 profissionais participaram da operação de segurança durante o primeiro turno.
Desse total, 305.043 integrantes pertenciam às forças estaduais. A Polícia Federal mobilizou 6.565 agentes, enquanto a Polícia Rodoviária Federal empregou 2.726 profissionais.
Além disso, 142 integrantes da Força Nacional participaram diretamente da operação. Outros 6.564 profissionais permaneceram em regime de sobreaviso para reforçar o atendimento caso surgissem novas ocorrências.
Denúncias sobre integridade das eleições caem 86%
Apesar dos registros de crimes eleitorais, outro dado apresentado pelo TSE chamou atenção.
Entre 1º de agosto e a véspera da votação, o número de denúncias relacionadas especificamente à integridade do processo eleitoral e à possível supressão do voto caiu cerca de 86%.
Em 2022, o sistema registrou 18.487 denúncias nesse período. Já em 2026, o número caiu para 2.604 casos.
Assim, o resultado representa uma redução de mais de 15 mil denúncias em comparação com o mesmo período da eleição anterior.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que a redução representa um avanço, mas também fez um alerta.
Segundo ele, a queda nos registros não significa que as autoridades possam diminuir a atenção sobre possíveis irregularidades.
Segurança continua após o fim da votação
Mesmo com o encerramento do primeiro turno, o trabalho das forças de segurança não termina imediatamente.
Agora, as autoridades acompanham o período pós-eleitoral, principalmente possíveis manifestações, comemorações e conflitos relacionados ao resultado das urnas.
Durante o balanço, o presidente do TSE reforçou justamente essa preocupação ao destacar que o processo eleitoral só se completa quando a vontade do eleitorado é conhecida e respeitada.
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Dessa forma, a Justiça Eleitoral e as forças de segurança seguem mobilizadas para garantir que o resultado das urnas seja preservado e que eventuais irregularidades recebam a devida apuração.



