Ele saiu da Bahia em busca de trabalho. Sete meses depois, foi baleado durante um passeio e acabou morto a milhares de quilômetros de casa. E, para a polícia, tudo indica que Alan pode ter sido escolhido como alvo.
Alan Souza Cerqueira, de 37 anos, era natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. Trabalhava na construção civil, era casado, pai de uma criança e também atuava como pregador evangélico.
Há cerca de sete meses, ele havia se mudado para Balneário Camboriú, em Santa Catarina, em busca de novas oportunidades.
No último domingo (27), porém, a vida dele mudou de forma brutal.
Ataque aconteceu em plena luz do dia
Por volta das 16h30, Alan caminhava pela região da Barra Sul, acompanhado de um amigo, quando foi surpreendido pelo atirador.
Segundo uma testemunha ouvida pelas autoridades, o homem teria se aproximado por trás. Não houve, aparentemente, uma discussão ou briga antes dos disparos.
O suspeito apontou a arma para Alan e atirou. A vítima caiu ferida e recebeu atendimento do Samu e do Corpo de Bombeiros antes de ser levada ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.
Alan permaneceu internado em estado grave, mas a morte só foi confirmada na terça-feira (29).
Suspeito foi preso minutos depois

Após os disparos, o homem fugiu correndo.
Ele foi localizado pelas forças de segurança a aproximadamente 30 metros do local do crime. Durante a fuga, teria dispensado um revólver calibre .38 e um casaco.
A arma foi encontrada e apreendida. Imagens das câmeras de segurança também foram analisadas e, segundo autoridades locais, ajudaram na identificação do suspeito.
O homem teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva e permanece à disposição da Justiça.
Mas por que Alan?
Essa é a principal pergunta que permanece sem resposta.
Segundo informações repassadas por autoridades responsáveis pela segurança de Balneário Camboriú, os primeiros elementos da investigação apontam para a possibilidade de uma ação direcionada contra Alan.
Até o momento, porém, a motivação do crime não foi esclarecida.
O suspeito teria permanecido em silêncio durante o interrogatório. Em outra versão divulgada pelas autoridades, ele negou os disparos e afirmou que teria recebido a arma de outra pessoa para escondê-la.
As câmeras e os depoimentos das testemunhas serão usados para confrontar essa versão. Os celulares de Alan e do suspeito também foram apreendidos e podem ajudar a esclarecer se existia algum contato ou relação anterior entre os dois.
Agora, a investigação tenta responder às perguntas que ainda cercam o caso:
Alan conhecia o homem que atirou? Por que teria sido escolhido como alvo? E existia alguém por trás desse ataque?
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Enquanto essas respostas não aparecem, fica a história de um baiano que deixou Santo Antônio de Jesus para reconstruir a vida em Santa Catarina — e acabou morto em plena luz do dia, em um dos pontos mais movimentados de Balneário Camboriú.



