A investigação sobre o assassinato do vereador Gleiber da Mota Fernandes, conhecido como Gleiber Júnior, e do assessor parlamentar Diego Castro Reis ganhou um novo e explosivo capítulo. Entre os presos na Operação Sombras da Madrugada está o policial militar Isaac Santos da Boa Morte, conhecido como Boa Morte, apontado como suspeito de atuar na execução das duas vítimas.
Natural de Santo Amaro, Isaac também mora em Camaçari. Além disso, segundo informações obtidas sobre o caso, ele conhecia Gleiber e mantinha uma relação de proximidade com o vereador. Conversas entre os dois, com assuntos relacionados à política e à rotina diária, teriam sido encontradas no celular do parlamentar.
Esse detalhe acrescenta uma nova dimensão à investigação: um homem que, segundo os relatos, mantinha contato frequente com o vereador agora aparece entre os suspeitos de participação no assassinato dele. Entretanto, o significado das conversas e sua eventual relação com o crime dependem da análise dos investigadores.
Conversas no celular do vereador entram no centro do caso
As mensagens atribuídas a Isaac e Gleiber podem ajudar os investigadores a compreender a relação entre os dois e a reconstruir aspectos da rotina do parlamentar antes do assassinato.
Segundo as informações repassadas ao Gomes News, os diálogos abordavam assuntos políticos e conversas cotidianas. Ainda não há, porém, detalhes suficientes para afirmar que as mensagens revelam um plano criminoso ou demonstram a participação do policial no duplo homicídio.
Por isso, a análise técnica do material pode assumir papel importante na apuração. Os investigadores precisam avaliar o conteúdo das conversas, cruzar informações e verificar se existem elementos que relacionem os suspeitos à preparação ou à execução do ataque.
Outro investigado também está preso
Além de Isaac, a investigação aponta Wesley Rocha Barbosa como suspeito de participação na execução do vereador e do assessor.
Wesley, que seria amigo e sócio do policial em uma empresa de vigilância, também foi preso durante a operação em Salvador. De acordo com as informações repassadas à reportagem, ele é natural de Valença e já responde a um processo por homicídio.
Polícia investiga outros envolvidos no caso
A polícia investiga a participação de outros moradores de Santo Amaro no duplo homicídio. Eles podem ser presos a qualquer momento.
Duplo homicídio aconteceu em uma propriedade rural
O crime ocorreu em novembro de 2025, em Santo Amaro, no Recôncavo baiano. Na ocasião, Gleiber Júnior e o assessor Diego Castro Reis foram encontrados mortos, com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, em uma propriedade rural.
Na época, a descoberta dos corpos deu início a uma investigação para esclarecer a dinâmica do ataque, identificar os responsáveis e descobrir a motivação.
Agora, com as novas prisões, os investigadores buscam avançar na reconstrução dos acontecimentos. Além disso, a análise dos celulares e de outros materiais apreendidos pode contribuir para esclarecer se os suspeitos agiram juntos e qual teria sido a participação de cada um.
Investigação pode revelar uma estrutura criminosa
Informações atribuídas a fontes ligadas à apuração indicam que os investigadores trabalham com elementos técnicos considerados relevantes e apuram a possível atuação de uma organização criminosa.
A dimensão dessa estrutura, entretanto, ainda precisa ser esclarecida oficialmente. Até o momento, não é possível afirmar, apenas com os dados disponíveis, quem teria ordenado o duplo homicídio ou qual seria o papel de cada investigado em uma eventual organização.
Também circulam informações de que Isaac seria investigado por outros assassinatos em Santo Amaro. Essa alegação exige confirmação documental e esclarecimentos da Polícia Civil antes de ser apresentada como um fato estabelecido.
O que falta esclarecer?
A prisão de um policial que, segundo as informações disponíveis, conhecia a vítima acrescenta um novo elemento à investigação. No entanto, os investigadores ainda precisam esclarecer a motivação do duplo homicídio, verificar o peso das conversas encontradas no celular do vereador e determinar a participação individual de cada suspeito.
A análise das provas técnicas, dos registros de comunicação e dos depoimentos poderá ajudar a responder a essas perguntas.
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Quase um ano após o assassinato, a investigação chega a um ponto decisivo. A proximidade entre um dos suspeitos e o vereador levanta novas questões, mas a resposta definitiva dependerá das provas e do avanço das apurações.


