A Polícia Civil indiciou o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), por suspeita de integrar uma organização criminosa ligada ao setor de transporte público da capital paulista.
Além disso, a corporação solicitou a prisão preventiva do ex-parlamentar e dos demais investigados na Operação Vectura Corrupta.
O inquérito aponta que o Primeiro Comando da Capital (PCC) teria influência direta ou indireta sobre 12 das 22 empresas responsáveis pelo transporte coletivo da cidade.
Investigação aponta influência sobre empresas de ônibus
Segundo o relatório final, Milton Leite aparece entre as principais figuras do esquema investigado. A polícia atribui a ele influência política e operacional sobre empresas ligadas à facção, especialmente a Transwolff.
Um dos principais pontos da investigação envolve a suspeita de que Leite seria o verdadeiro proprietário da empresa. Nesse cenário, os diretores atuariam como representantes do ex-parlamentar.
Para sustentar essa hipótese, os investigadores citam depoimentos e análises do Ministério Público. Além disso, apontam mensagens que indicariam a influência de Leite sobre dirigentes da companhia.
Entre os nomes mencionados estão Cícero de Oliveira e Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora.
Polícia aponta possível destruição de provas
Ao justificar o pedido de prisão preventiva, a Polícia Civil destacou suspeitas de que Milton Leite teria ocultado e destruído provas.
O relatório também menciona o poder econômico e a influência política do ex-presidente da Câmara como fatores relevantes para a investigação.
Leite está atualmente no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, na Grande São Paulo. Antes, ele estava custodiado em Mogi das Cruzes.
Contudo, a administração transferiu o ex-parlamentar após afastar cinco pessoas suspeitas de conceder regalias a ele naquela unidade.
Outros políticos também foram indiciados
Além de Milton Leite, outros 15 alvos da Operação Vectura Corrupta também receberam indiciamentos por associação criminosa e organização criminosa.
Entre eles estão Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans durante a gestão de Ricardo Nunes (MDB), e Danilo Marco Morgado Silva (PL), ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande.
A investigação busca esclarecer como a organização criminosa teria ampliado sua influência sobre empresas e contratos do transporte público paulistano.
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Por fim, caberá à Justiça analisar os pedidos de prisão preventiva e os desdobramentos do inquérito. Os indiciamentos representam conclusões da investigação policial, mas não significam condenação.


