Uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) terminou com a apreensão de mais de 100 garrafas de whisky e centenas de selos com indícios de falsificação, na manhã desta segunda-feira (2), em Jequié, no sudoeste da Bahia.
A abordagem aconteceu por volta das 9h, no quilômetro 677 da BR-116. Durante a operação, os policiais pararam um carro branco ocupado por dois irmãos. Ao consultar os dados dos ocupantes, a equipe identificou que um deles tinha registro anterior relacionado a uma ocorrência de suspeita de falsificação e adulteração de produtos, registrada em março deste ano, em Eunápolis.
Bebidas estavam sem notas fiscais
Diante da informação, os agentes realizaram uma busca no automóvel e encontraram 105 garrafas de whisky cheias. Desse total, 103 tinham rótulos da marca Grand Old Parr e duas apresentavam identificação Double Black.
Além disso, os policiais localizaram quatro garrafas vazias de Jack Daniel’s Apple. A equipe também apreendeu 585 selos adesivos de verificação de autenticidade, 261 selos do tipo AE e outros 100 do tipo AA.
As bebidas não tinham notas fiscais. Entretanto, o que chamou ainda mais a atenção dos policiais foram as irregularidades nos dispositivos de segurança.
Códigos não passaram pela verificação
Durante a análise dos selos, os agentes verificaram que os códigos QR não foram reconhecidos pela plataforma oficial de validação da fabricante. Além disso, vários dispositivos apresentavam números de identificação repetidos.
Um laudo emitido por uma empresa parceira da Associação Brasileira de Bebidas também apontou divergências em relação aos padrões de autenticidade conhecidos.
Questionado pelos policiais, um dos ocupantes afirmou que comprou os produtos em Salvador, de um terceiro que teria vindo de São Paulo. Segundo o relato, a intenção era comercializar as bebidas em festas e estabelecimentos de Formosa, em Goiás.
Caso será investigado pela Polícia Civil
Após a apreensão, os policiais encaminharam os dois homens e todo o material à Delegacia de Polícia Civil de Jequié.
A ocorrência envolve, inicialmente, suspeitas de falsificação de selo ou sinal público, adulteração de produtos alimentícios e crime contra as relações de consumo. Agora, a Polícia Civil deverá apurar a origem das bebidas, a autenticidade dos selos e a possível participação de outras pessoas no esquema.
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Até a conclusão das investigações, não há confirmação de que todas as garrafas sejam falsificadas ou de que os ocupantes tenham efetivamente comercializado produtos adulterados.


